Trilha Sonora: quando ela é muito melhor que o filme

Desde os tempos do cinema mudo, quando a música ajudava a expressar os sentimentos do que se via na tela, passando pela transição de 1927, com o primeiro longa metragem falado (o musical “O Cantor de Jazz”), cinema e música sempre tiveram uma relação muito estreita. Muitos anos depois, veio a popularização das trilhas sonoras em discos, que a princípio era um fenômeno mais restrito a filmes musicais – se nos anos 1950 e 1960, Elvis e Beatles acharam na simbiose com os filmes um grande filão a ser explorado, na década de 1970, talvez o caso mais notório seja o estrondoso sucesso dos Bee Gees em sua fase discoteca, na trilha do filme “Os Embalos de Sábado a Noite”. Até o momento em que a coisa se expandiu e chegamos ao ponto onde o casamento era tão perfeito, que tanto a película quanto as músicas se tornaram inesquecíveis e inseparáveis (“Pulp Fiction” e “Quase Famosos” são dois grandes exemplos). E muitas vezes o filme em si não era lá grandes coisas, acabando sendo ofuscado pela seleção de músicas e temas escolhidos para compor sua “Original Soundtrack”. A lista a seguir apresenta justamente isso: alguns filmes que ficaram a desejar, seja por seu resultado final ou mesmo pela falta de sucesso, mas cujas trilhas sonoras valem uma audição cuidadosa.

 

ImagemFLASH GORDON (“Flash Gordon”) – 1980

 O FILME – Uma adaptação para as telonas de um personagem popular dos quadrinhos pode gerar grandes êxitos, mas também podem resultar em filmes decepcionantes. Quando o produtor italiano Dino De Laurentis resolveu levar a história de “Flash Gordon” para o cinema, o projeto levou anos para sair do papel – e antes dele, George Lucas teve a mesma ideia, mas acabou usando apenas como inspiração para “Star Wars”. Quando o filme finalmente foi realizado, o resultado final foi um misto de ficção-comédia-trash que desagradou profundamente a todos, principalmente aos fãs do herói. Anos depois acabou adquirindo uma aura cult, e em 2012 na comédia “Ted” (aquela do urso de pelúcia, do mesmo criador de “Family Guy”), o filme e o ator Sam J. Jones recebem uma homenagem bem peculiar…

A TRILHA – Quando o Queen foi convidado a compor a trilha sonora do filme, o projeto não foi nem de longe uma unanimidade no grupo, que estava mais focado nas gravações do clássico “The Game”. Quem acabou mergulhando de cabeça no projeto foi o guitarrista Brian May, que produziu o álbum junto a Reinhold Mack e foi autor das faixas mais conhecidas do disco (“Flash’s Theme” e “The Hero”), além de responsável por uma bela versão “guitarrística” da Marcha Nupcial. A trilha acabou fazendo muito mais sucesso do que o filme, que mal pagou os gastos da produção. Anos mais tarde o Queen acertaria a mão em cheio em sua nova empreitada cinematográfica, ao trabalhar nas músicas do clássico “Highlander” (1986), mais um caso em que tanto o filme quanto a trilha são clássicos.

 

ImagemCOMBOIO DO TERROR (“Maximum Overdrive”) – 1986

 O FILME – Não é segredo para ninguém que o escritor Stephen King sempre odiou as adaptações de seus livros para o cinema (incluindo-se aí até mesmo os clássicos “Carrie, A Estranha” e “O Iluminado”). Então em 1986, ele resolve se lançar como diretor e fazer sua própria adaptação do conto “Trucks” (a chamada no trailer era o próprio King dizendo “se você quiser algo bem feito, faça você mesmo”). O roteiro? Com a passagem de um cometa próximo à Terra, objetos inanimados passam a criar instintos assassinos e atacar os humanos, desde caixas eletrônicos de bancos, veículos e até uma ponte levadiça (sim, é isso mesmo que você leu…). O resultado? Bem, além de ser um fracasso retumbante de bilheteria e crítica, essa foi a única empreitada de King no cinema. Não precisa dizer mais nada, né?

A TRILHA – Para a trilha sonora, King convidou o AC/DC, citada pelo mesmo como sua banda favorita. E acabou que o álbum “Who Made Who” se tornou a trilha oficial do filme e uma espécie de coletânea do grupo, trazendo três faixas inéditas (a faixa título, e as instrumentais “D. T.” e “Chase The Ace”), sendo o restante composto por clássicos como “You Shook Me All Night Long”, “Hells Bells”, “For Those About To Rock” e “Ride On” (única da fase Bon Scott). Anos luz melhor que o filme, sem sombra de dúvidas…

 

 

 

 

 

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A APARIÇÃO (“The Wraith”) – 1986

 O FILME – Um Charlie Sheen ainda garotão estrela essa trama (?) na qual um jovem volta do mundo dos mortos em um carrão esportivo disposto a se vingar da gangue de rachas automobilísticos responsável por sua morte. Pois é… A sua sobrancelha franzida traduz o que público e crítica acharam do filme…

A TRILHA – Embora no filme possam ser ouvidos diversos clássicos do hard rock oitentista (como “Smokin’ In The Boys Room”, do Mötley Crüe e “Rebel Yell”, de Billy Idol), na trilha oficial nem tudo foi incluído, talvez por conta de direitos autorais. No disco marcam presença Ozzy Osbourne (com “Secret Loser”), Bonnie Tyler (“Matter Of The Heart”), Ian Hunter (ex-Mott The Hoople, com “Wake Up Call”) e o Lion (ex-banda de Doug Aldrich, com “Never Surrender”).

 

 

 

 

 

 

ImagemSHOCKER – 100.000 VOLTS DE TERROR (“Shocker”) – 1989

 O FILME – O diretor Wes Craven alcançou fama mundial com o primeiro filme de Freddy Krueger (“A Hora do Pesadelo”, de 1984) e na década de 1990 faturaria milhões com a série comédia-terror “Pânico”. Tornou-se referência no gênero, mas contabilizou alguns insucessos também. Em 1989, na expectativa de criar um personagem tão bem sucedido quanto Freddy, Craven trouxe a história de um serial killer condenado à morte, que no momento de ser executado na cadeira elétrica tem seu corpo energizado com a descarga elétrica, fazendo com que seu espírito ganhe o poder de se transferir para outros corpos, transformando pessoas inocentes em assassinos brutais. Se não foi de todo um fracasso, ficou longe de ser um grande êxito comercial, frustrando seus planos de criar mais uma franquia de filmes.

A TRILHA – A faixa título foi gravada por Dudes Of Wrath, uma espécie de supergrupo formado por ninguém menos que Paul Stanley (Kiss) e Desmond Child nos vocais, Vivian Campbell (Def Leppard, Dio) e Guy-Mann-Dude (Alice Cooper) nas guitarras, Rudy Sarzo (Quiet Riot, Ozzy Osbourne, Whitesnake) no baixo, Tommy Lee (Mötley Crüe) na bateria, além de Michael Anthony (Van Halen, Chickenfoot) e Kane Roberts (Alice Cooper) nos backing vocals. A trilha tem ainda os alemães do Bonfire com “Sword and Stone” (originalmente uma composição de Paul Stanley, Bruce Kulick e Desmond Child para o Kiss), uma ótima versão do clássico “No More Mr. Nice Guy” de Alice Cooper regravada pelo Megadeth, além de Iggy Pop e Dangerous Toys.

 

 

 

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BILL & TED – DOIS LOUCOS NO TEMPO (“Bill & Ted’s Bogus Journey”) – 1991

 O FILME – Em 1989 a comédia “Bill & Ted – Uma Aventura Fantástica” (“Bill & Ted’s Excellent Adventure”) trazia um jovem e desconhecido Keanu Reeves (o eterno Neo de “Matrix”) e Alex Winter nos papeis centrais, como dois adolescentes que viajam no tempo com a ajuda de uma cabine telefônica para conseguir concluir um trabalho escolar de História (!!!). Devido à boa bilheteria, ganhou uma sequência dois anos depois, cuja história começa em 2691, quando o cientista De Nemolos se cansa do sistema criado por Bill e Ted para a sociedade viver e envia dois robôs sósias dos adolescentes de volta no tempo para assassiná-los antes que criem o tal sistema (!!!!!!!!!).

A TRILHA – Se o primeiro filme não tinha uma trilha sonora muito atraente, o segundo filme trouxe um discaço: tem Kiss com o clássico “God Gave Rock ‘N’ Roll To You II”, Megadeth com a porrada “Go To Hell”, Primus com “Tommy The Cat”, Faith No More com “Perfect Crime” (o guitarrista Jim Martin, aliás, participa do filme), e ainda Steve Vai (responsável também pelas “vinhetas sonoras” no filme, quando a dupla comemora algo tocando “air guitar”), Richie Kotzen, King’s X, Slaughter, Winger…

 

 

 

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O HOMEM DA CALIFÓRNIA (“Encino Man”) – 1992

 O FILME – Aproveitando a onda do sucesso de “Bill & Ted” e também da adaptação de “Wayne’s World” para o cinema (que, para quem não sabe, originalmente era um quadro do programa humorístico “Saturday Night Live”), a Disney, através de sua subsidiária Hollywood Pictures, busca o filão “comédia para adolescentes com trilha rock and roll”. Surge a história de um homem das cavernas (Brendan Fraser, de “A Múmia”) que é descoberto congelado no quintal da casa de Dave (Sean Astin, de “Os Goonies” e da trilogia “O Senhor dos Anéis”) por seu amigo Stoney (Pauly Shore de… ah, melhor deixar pra lá…). Se o roteiro já prenuncia um abacaxi sem tamanho, tente assistir ao filme e rir se for capaz…

A TRILHA – Ao contrário do filme, a trilha sonora é bem bacana, trazendo Queen (“Stone Cold Crazy”), Vince Neil (“You’re Invited (But Your Friend Can’t Come)”), Infectious Groove (“Feed The Monkey”), Cheap Trick (com uma cover de “Wild Thing”), Scatterbrain (“Mama Said Knock You Out”) e Steve Vai (“Get The Hell Out Of Here”).

 

 

 

 

 

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SUPER MARIO BROS (“Super Mario Bros”) – 1993

 O FILME – Nintendo e Disney (via Hollywood Pictures novamente) produzindo um filme sobre o personagem de videogame mais popular do mundo. A ideia inicial parece ter tudo pra dar certo mas… Se o saudoso Bob Hoskins parecia ser a escolha ideal para interpretar Mario, de quem foi a ideia de escalar John Leguizamo, que não tem nada a ver fisicamente com Luigi, para o papel do irmão do encanador? E Dennis Hopper como Koopa?? Sem falar que o resultado final foi um filme pra lá de esquecível, lembrado por Hoskins como “o pior projeto do qual ele já havia participado”. Já Leguizamo conta que ele e Hoskins passavam a maior parte das filmagens se embebedando para afogar suas frustrações…

A TRIHA – Bem, a trilha sonora não é exatamente uma maravilha, mas com certeza é bem mais divertida do que o filme, misturando Joe Satriani (“Speed Of Light”), Queen e sua clássica “Tie Your Mother Down”, Megadeth (estavam em todas, hein?) com “Breakpoint” (depois relançada na coletânea “Hidden Treasures”) e Extreme (“Where Are You Going?”) com artistas tão diversos quanto Roxette, George Clinton, Divinyls… Vale como curiosidade…

 

ImagemO ÚLTIMO GRANDE HERÓI – (“Last Action Hero”) – 1993

 O FILME – Um exemplo de filme interessante, mas cujo projeto foi mal entendido e mal recebido. Numa espécie de exercício de metalinguagem, o diretor John McTiernan (do primeiro “Duro de Matar”) traz a história de Jack Slater (Arnold Schwarzenegger), um herói de filmes de ação que passa a interagir com o garoto Daniel (Austin O’Brien), que fora transportado para dentro do filme que assiste no cinema, como que em um universo paralelo. Superprodução que mal pagou seus gastos, longe de ser uma obra-prima, sendo um filme diferente que não agradou ao grande público, ficando marcado como um dos grandes fracassos na carreira do ex-governador da Califórnia.

A TRILHA – Com o status de produtor, Arnold escolheu ele próprio as bandas para comporem canções para a trilha sonora. E não é que o cara tem um bom gosto do tamanho do seu físico? O álbum só tem sonzeira: AC/DC com “Big Gun”; Alice In Chains em dose dupla (“What The Hell Have I” e “A Little Bitter”); Megadeth (virando arroz de festa nas trilhas) com “Angry Again”; Queensryche dos bons tempos (com a belíssima “Real World”); Def Leppard (“Two Steps Behind”); Anthrax (“Poison My Eyes”); Aerosmith (com a eterna “Dream On” em versão ao vivo, com orquestra)… Sério candidato a melhor álbum de trilha sonora de todos os tempos… Pelo menos para nós fãs de rock…

 

 

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ARMAGEDDON (“Armageddon”) – 1998

 O FILME – Embora tenha sido um grande sucesso de bilheterias, “Armageddon” é um filme criado pela mesma equipe de “Bad Boys” e “Independence Day” (o diretor Michael Bay, o produtor Jerry Bruckheimer e etc.) – ou seja: há quem goste, mas muita gente também odeia. Aqui novamente os EUA salvam o mundo de uma catástrofe apocalíptica, quando enviam uma equipe ao espaço (liderados por Bruce Willis) para impedir que um asteróide gigantesco venha a colidir com nosso planeta… Foi uma das maiores bilheterias do ano em uma época onde já se temia que a virada do século poderia ser o fim do mundo, haveria um bug do milênio e etc… E ficou esquecido no tempo, assim como essas bobagens…

A TRILHA – A trilha sonora do filme foi composta por ninguém menos que Trevor Rabin (ex-guitarrista do Yes). E para o CD ele recrutou alguns grandes figurões do rock, para nosso deleite. O Aerosmith aparece com quatro músicas (duas inéditas: a melosa “I Don’t Wanna Miss A Thing” e “What Kind Of Love Are You On?”; além da clássica “Sweet Emotion” e a cover de “Come Together”, dos Beatles). Quem marca presença também é o Journey, com “Remember Me” (estreando Steve Augeri nos vocais e Deen Castronovo nas baquetas), além do grande ZZ Top e sua inconfundível “La Grange”. Tem também Jon Bon Jovi (“Mister Big Time”), Bob Seger (“Roll Me Away”) e Patty Smith (“Wish I Were You”).

 

 

 

ImagemDEIXA ROLAR (“Outside Providence”) – 1999

 O FILME – Produzido pelos irmãos Peter e Bobby Farrelly (criadores das comédias “Quem Quer Ficar com Mary?”, “Debi e Lóide” e “Eu, Eu Mesmo e Irene”, entre outras), e baseado em livro do próprio Peter, o filme conta a história de Timothy (Shawn Hatosy), um jovem em idade colegial em 1974, criado apenas pelo pai (Alec Baldwin) após o suicídio de sua mãe, cuja maior diversão é fumar maconha com os amigos. Após bater o carro em uma viatura policial, seu pai o manda para um colégio super rigoroso para ver se o jovem entra na linha. Quando esse parece ser o pior momento de sua vida, ele conhece Jane (Amy Smart), por quem acaba se apaixonando. Ao contrário dos demais projetos dos irmãos, este foi um fracasso retumbante nas bilheterias, sendo lançado direto em DVD em muitos países…

A TRILHA – Se o filme passou despercebido, a trilha sonora merece ser garimpada por quem é fã de um bom e velho rock and roll. Olha só a lista de clássicos: “Won’t Get Fooled Again” (The Who), “Band On The Run” (Paul McCartney & Wings), “Take It Easy” (Eagles), “All Right Now” (Free), “Roundabout” (Yes), “Freebird” (Lynyrd Skynyrd), “Long Train Runnin’” (Doobie Brothers), “No Matter What” (Badfinger), “Do It Again” (Steely Dan)… Um verdadeiro “greatest hits” da época, e um CD ideal para pegar a estrada…

 

 

 

 

ImagemDETROIT ROCK CITY (“Detroit Rock City”) – 1999

 O FILME – O Kiss deveria ser proibido de se aventurar nos filmes. Não bastasse o pavoroso trash “Kiss Meets The Phantom Of The Park”, feito para a TV em 1978, e as frustradas investidas do linguarudo Gene Simmons como ator na década de 1980, o quarteto tentou aproveitar a boa maré da volta da formação clássica e lançou essa comédia, contando a história de quatro jovens fãs do grupo que fazem de tudo para conseguirem ir a um show dos mascarados em Detroit em 1978. Embora a premissa seja simpática, o filme simplesmente não funciona e não tem graça nenhuma… Isso sem mencionar a caricata participação da banda no final…

A TRILHA – Obviamente o CD traz músicas do Kiss: além de “Detroit Rock City”, tem “Shout It Out Loud” e a balada inédita (e dispensável) “Nothing Can Keep Me from You”, composta por encomenda pela mesma Diane Warren que fez “I Don’t Wanna Miss A Thing” para o Aerosmith em “Armageddon”. Tem ainda Van Halen (“Runnin’ With The Devil”), Thin Lizzy (“Jailbreak”), Cheap Trick (“Surrender”), David Bowie (“Rebel Rebel”), Black Sabbath (“Iron Man”) e algumas covers, como a ótima “Cat Scratch Fever” de Ted Nugent, numa versão matadora do Pantera, “Strutter” do Kiss, bem regravada pelas garotas do The Donnas, o Everclear assassinando “The Boys Are Back In Town” do Thin Lizzy, além de versões bizarras de “Highway to Hell” do AC/DC feita por Marilyn Manson e “20th Century Boy” do T-Rex, regravada pelas suecas do Drain STH.

 

 

 

ImagemROCKSTAR (“Rockstar”) – 2001

 O FILME – Inspirado na história de Tim “Ripper” Owens, o vocalista cover que ocupou a vaga deixada pelo original Rob Halford no Judas Priest, “Rockstar” traz a história de Chris “Izzy” Cole (Mark Wahlberg, que antes de ser ator, era conhecido como o cantor de hip hop Marky Mark). Fanático pela banda Steel Dragon e vocalista de uma banda tributo em homenagem a eles, Chris é convidado a integrar a banda que idolatra quando o vocalista original é demitido. Para tentar dar maior credibilidade à história, quem interpreta os músicos são ninguém menos que Zakk Wylde, Jason Bonham e Jeff Pilson (Dokken, Foreigner). Jennifer Anniston (a eterna Rachel do seriado “Friends”) também participa do elenco, interpretando Emily, namorada de Chris. Contando com muitos estereótipos, exageros e piadas sem graça, “Rockstar” é um filme que originalmente tinha tudo pra ser bacana, mas acabou se tornando uma bola fora tremenda e naufragando nas bilheterias…

A TRILHA – Trevor Rabin também é o responsável por esta trilha sonora, reunindo aqui Kiss (“Lick It Up”), Bon Jovi (“Livin’ On a Prayer”), Mötley Crüe (“Wild Side”), Ted Nugent (“Strangehold”) e até INXS (“Devil Inside”). Além disso, a banda fictícia Steel Dragon também marca presença com seis boas músicas, incluindo uma cover de “Long Live Rock ‘n’ Roll” do Rainbow. O único “porém” ficou por conta da faixa título e tema principal do filme, de autoria do Everclear – nada contra a banda, mas seu estilo não tem nada a ver com a temática do filme e nem com o resto da trilha…

 

 

 

Fonte: http://whiplash.net
Dica de: Roberto Mercury

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