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SHEER HEART ATTACK

 

  Após o lançamento de Queen II a banda lançou o single Seven Seas of Rhye junto com a faixa não lançada See What Fool I’ve Been no lado B, e no Japão  The Loser in the End( lado B ). Primeiro relativo sucesso comercial da banda,  a faixa alcançou a posição de número 10  nas paradas britânicas. Isso concedeu ao Queen o convite para tocar junto com o Mott the Hoople e fazer sua primeira turnê  nos EUA .

  Porém a turnê não aconteceu,  assim como ocorrera em Queen II a banda é forçada a voltar ao estúdio,  pois Brian contrai  hepatite  durante a vacinação para a turnê australiana, e logo em seguida foi acamado por uma ulcera no duodeno . Mediante a essa maré de azar de seu guitarrista a banda resolve se trancar nos estúdios Trident, AIR , Wessex e Rockfield os três primeiros na Inglaterra e o Rockfield no Pais de Gales, junto com o produtos Roy Thomas Baker e e o engenheiro de som Mike Stone , para gravar seu terceiro álbum, denominado Sheer Heart Attack, nome de uma canção inacabada de Roger que só viria a aparecer no álbum News of the World em 1977  .

  Nestas sessões iniciadas em Julho de 1974 a banda gravou praticamente tudo sem guitarras deixando os espaços vazios para May preencher . Brian conta que mesmo ainda doente  ele ia ao estúdio começava a gravar algo,  mais rapidamente tinha que correr ao banheiro, durante uma destas sessões ele  ouvia fascinado a banda gravar Killer Queen em uma cama dentro do Rockfield, que era uma espécie de hotel-estúdio,   ele estava adorando o que ouvia mas não tinha forças para gravar nada .

  Após todo este sofrimento Brian foi ao  estúdio gravar suas guitarras em várias faixas, praticamente já prontas, como por exemplo Flick of the Wrist que ele conheceu somente na hora da sua gravação, dentre estas destaque para a já citada Killer Queen em que Brian gravou um de seus melhores solos, admitido por ele mesmo, onde 3 guitarras parecem conversar entre si .

  Em Sheer Heart Attack, varias canções remetem aos primórdios da banda, Stone Cold Crazy (a primeira faixa de autoria de todos os membros, na verdade ela foi assumida a todos os membros da banda porque ninguém sabia ao certo quem era seu autor) era tocada pela antiga banda de Mercury o Wrecage, o solo de Brigthon Rock que já havia sido esboçada nas sessões de Queen II, era tirado da faixa Blag do Smile (antiga banda de Taylor e May).

Existem vários detalhes interessantes do ponto de vista musical no álbum:

A utilização do Ukulele (o primo do nosso cavaquinho) em Bring Back That Leroy Brown, numa execução fantástica de Mr. Brian, a utilização do recurso do variouspeed na voz de Mercury em Brigthon Rock e In the Lap of the Gods, que era um equipamento que alterava a velocidade da gravação sem alterar sua tonalidade, a saturação da fita para conseguir o efeito de explosão no final the In the Lap of the Gods (Revisted), alem do uso de sirenes da policia em She Makes Me.

No disco existem algumas estréias também:

Deacon compôs sua primeira faixa Misfire, e estréia tocando violão e guitarra na mesma.

Roger estréia tocando guitarra em Tenement Funster.

E Brian estréia tocando piano em Dear Friends e Now I’m Here, a ultima faixa a ser gravada para o disco, cuja letra é como uma mostra de como May se sentia após os dias de enfermidade.

Um grande álbum que mostra mais ainda a evolução que a banda vinha passando e uma introdução para o capitulo seguinte, um dos mais rebuscados álbuns da história do rock A Nigth at the Ópera, mais esta é outra história.

Foram lançadas ao todo 13 faixas:

Brighton Rock

Killer Queen

Tenement Funster

Flick of the Wrist

Lily of the Valley

Now I’m Here

In the Lap of the Gods

Stone Cold Crazy

Dear Friends

Misfire

Bring Back that Leroy Brown

She Makes Me

In The Lap of the Gods (Revisted)

Basicamente o set-up da banda era:

Brian: Guitarra Red Special, George Formby Ukulele Banjo, Violão Ovation (12 cordas), Piano Bosendorfer.

John: Baixo Fender Precision

Roger: Kit de bateria Ludwig, Guitarra Fender Stratocaster, Violão Ovation

Freddie: Piano Yamaha, Chapell Jangle Piano, Piano Bechstein.

 


 

 Bom pessoal estes são somente alguns detalhes deste maravilhoso álbum, qualquer duvida quem tocou, onde, o que usou, quem produziu, sobre este ou qualquer outro álbum escrevam para mim que terei o maior prazer em responder.

Um Abraço e até o A Night at the Ópera

Marcelo Severo Facundo

 
     
 

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