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QUEEN II

 

  Em primeiro lugar gostaria de agradecer a todos que mandaram suas perguntas, para mim é um imenso prazer respondê-las, espero ter esclarecido vossas duvidas.

  Queen II iniciou sua vida quando a banda já com Queen I embaixo do braço, encontrou certas dificuldades para lançá-lo depois de muita luta o selo independente Trident e logo depois a EMI resolveram lançá-lo.

  Neste período de inércia, a banda iniciou a gravação de um novo álbum nos estúdios Trident, um álbum denso, rebuscado cheio de overdubs, uma evolução espantosa em termos de musicalidade da banda que a pouquíssimo tempo tinha lançado seu álbum de estréia. Ogre Battle e Father to Son tinham sido esboçadas para Queen I, mas a banda preferiu trabalhá-las quando tivesse um maior tempo de estúdio, o que ocorrerá neste período, agora sem John Anthony , Com Roy Thomas Baker na co-produção e o lendário Mike Stone na engenharia de som, Mike segundo May é o grande responsável pelas grandes orquestrações presentes no álbum .

  Para o álbum muitas novidades em termos de composições e arranjos : Seven Seas of Rhye finalmente foi terminada com um arranjo bem bacana, Funny How Love Is foi produzida pelo aprendiz de Phil Spector; Robin Cable , que quis recriar a técnica do Wall of Sounds inventada pelo seu mestre, The Fairy Fellers Master Stroke inspirada na pintura homônima de Richad Dadd traria um instrumental incomum com cravos, castanholas, dezenas de linhas de vocais e de guitarras, alem de guitarras gravadas ao contrário em Ogre Battle, e uma orquestra de guitarras em Procession.
  Apesar de tamanha qualidade o álbum demorou cerca de 8 meses para ser lançado, devido a crise do petróleo gerando redução do consumo de energia na Europa e EUA consequentemente demora na prensagem do álbum, e um erro gráfico no primeiro lote de prensagem, provocaram este atraso, isso acabou sendo o inicio do rompimento da relação Queen-Trident productions.

  Na parte gráfica uma foto de Mick Rock, inspirada em Marlene Dietrich, e a divisão do álbum em White Side ( com composições de May e uma de Taylor) e o Black Side ( todo composto por Mercury ) põe a cereja no maravilhoso bolo chamado Queen II, até hoje Brian May em suas entrevistas afirma que Queen II é o seu álbum predileto da banda, opinião compartilhada por este que vos escreve, na minha opinião talvez A Nigth at the Ópera seja melhor mais quando eles gravaram o A Nigth eles já tinha uma base bem sólida que era o Queen II.


Foram lançadas ao todo 11 faixas:


Procession
Father to Son
White Queen ( As it Began )
Some Day One Day
The Loser in the End
Ogre Battle
The Fairy Feller’s Master Stroke
Nevermore
The March of a Black Queen
Funny How Love Is
Seven Seas of Rhye


Basicamente o set-up da banda era:
Brian : Guitarra Red Special e Violão Hairfred
John : Baixo Fender Precision
Roger : Kit Ludwig
Freddie : Piano Bechstein, o mesmo utilizado em Queen I
 


 

 Bom pessoal estes são somente alguns detalhes deste maravilhoso álbum, qualquer duvida quem tocou, onde, o que usou, quem produziu, sobre este ou qualquer outro álbum escrevam para mim que terei o maior prazer em responder.

Um Abraço e até o Sheer Heart Attack

Marcelo Severo Facundo

 
     
 

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