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Bom amigos, vou iniciar minha coluna que vai falar sobre
todos os aspectos técnicos, histórias e tudo relacionado
aos álbuns da banda, falando sobre o primeiro álbum, o
Queen I.
A história do Queen I nos remete a 1972 e aos estúdios De
Lane Lea, onde Freddie Mercury, Brian May, Roger Taylor
e o recém recrutado John Deacon, ganharam o direito a
gravar uma demo no estúdio com o intuito de testar os
novos equipamentos do mesmo, este estúdio que já havia
abrigado inúmeras gravações de artistas como The Who,
Paul McCartney, Rolling Stones. Esta demo foi produzida
por Louie Austin e 5 músicas foram gravadas: Keep
Yourself Alive, Jesus, Liar que era uma variação de
Lover, canção do Wrecage ( antigo grupo de Mercury ),
Great King Rat e The Night Comes Down.
Esta demo foi intensamente divulgada, porém somente Barry
e Norman Sheffield ( produtores e donos do estúdio
Trident) se interessaram pela banda, convidando a mesma
para gravar nos horários “mortos “do estúdio, das 3 as 7
da manhã, onde ninguém queria alugá-lo. Durante este
período Paul McCartney gravava o seu álbum Red Rose
Speedway. O Trident designou para a produção do álbum
John Anthony, produtor residente do estúdio,cuja voz
aparece em Modern Times Rock and Roll e o engenheiro de
som iniciante Roy Thomas Baker, que acompanharia a banda
por um longo período .
As sessões se iniciaram em Julho de 1972 e se estenderam
até Janeiro de 1973, sempre gravando de madrugada,
inclusive boa parte do resultado final foi atribuído
pela própria banda a estas condições de gravação. A
banda queria aproveitar a maioria das faixas gravadas na
demo, considerando-a de boa qualidade, porém John
Anthony não quis, não é a toa que eles despediriam John
Anthony para a gravação do segundo álbum, somente tendo
sido a muito custo aproveitada no álbum a faixa The
Night Comes Down, a única faixa do disco composta já com
John Deacon no seu Line-up, todas as outras foram
compostas com outros baixistas, o restante eles tiveram
que regravar.
Keep Yourself Alive foi regravada 6 vezes, até chegar na
sua versão definitiva o que ocorreu somente depois da
entrada de Mike Stone para auxiliar Roy Thomas Baker na
engenharia de som, Brian foi quem mais lutou por esta
versão sendo praticamente só dele o veto às outras 6
versões, a versão do De Lane Lea tem um violão ao invés
da guitarra na sua introdução.
Doing All Right é uma parceria de Brian e Tim Staffel
nos tempos de Smile , o solo executado nas apresentações
ao vivo de Son and Daughter foi inicialmente
desenvolvido na canção Blag do Smile e só apareceu
definitivamente no estúdio em Brigthon Rock, do terceiro
álbum da banda Sheer Heart Attack .
O disco é considerado um dos mais pesados da banda, com
grande influência das bandas de Heavy Metal da época,
tais como Led Zeppelin e Black Sabbath, alem de vários
elementos que se tornariam a marca registrada da banda:
camadas de guitarra, camadas de vozes, arranjos
primorosos de piano e letras que falavam sobre religião,
angústias, medos, mundos imaginários se diferenciando
bastante da temática vigente na época .
Foram lançadas ao todo 10 faixas :
Keep Yourself Alive
Doing Allright
Great King Rat
My Fairy King
Liar
The Night Comes Down
Modern Times Rock and Roll
Son and Daugther
Jesus
Seven Seas of Rhye
Basicamente
o set-up da banda era:
Brian May: Guitarra Red Special e Violão Hairfred
John Deacon: Baixo Fender Precision
Roger Taylor: Kit Ludwig
Freddie Mercury: Piano Bechstein, este piano tinha quase
100 anos de idade e era uma grande vedete do estúdio,
vários músicos gravaram no Trident por causa deste
piano, inclusive os Beatles gravaram seu mega sucesso
Hey Jude no Trident com Paul tocando neste Bechstein .
Bom pessoal estes são
somente alguns detalhes deste maravilhoso álbum.
qualquer duvida
tipo: Quem tocou, onde, o que usou, quem produziu...
podem escrever pra mim que responderei.
Um Abraço e até o
Queen II
Marcelo
Severo Facundo |