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Gostaria de antes de mais nada agradecer ao número de perguntas que temos recebido, muito obrigado a todos de coração.


 

A Night at the Opera

 

  Em 1975 o tão sonhado sucesso, havia sido alcançado pelo Queen.

 

  Após o lançamento de Sheer Heart Attack, Killer Queen figurou na posição de número 2 nas paradas britânicas, e a banda figurou pela primeira vez no Top 20 da Billboard americana. Além disso a banda ainda voltou aos EUA para tocar após os contratempos com May e fez uma fantástica turnê no Japão, turnê esta que impressionou tanto a banda, a ponto de eles escreverem uma faixa com trechos em japonês (Teo Torriate) como forma de agradecimento aos fãs, faixa esta que seria lançada somente em 1976 no álbum A Day at the Races.

 

  Apesar de todo este sucesso, algo não estava bom, os negócios iam de vento em polpa, mas a banda estava cada vez mais endividada, ganhando cada vez menos dinheiro. Isto provocou um  certo desconforto na relação Queen-Trident-Productions, a banda se sentia sacaneada pelos seus empresários.

 

  A coisa acabou explodindo quando a Trident negou um adiantamento de £ 4.000 à banda para acomodar Verônica, esposa de John Deacon que estava grávida. Com isso a banda acabou rompendo o seu contrato e quase cessando suas atividades. Como resposta, Freddie compôs uma de suas canções mais ácidas “Death on two Legs”, onde Mercury ofendia abertamente aos managers da banda, a canção inclusive gerou um processo judicial movido pelos irmãos Sheffield.

 

  A boa nova veio com John Reid (empresário de Elton John) que, conhecedor do potencial da banda e de sua situação, resolveu apadrinhá-los suprindo-os com todos os recursos possíveis, somente solicitando que a banda gravasse o melhor álbum que pudessem.

Assim a banda o fez, escolheu os melhores estúdios de Londres – ao todo foram utilizados 7 estúdios – convocaram os parceiros Mike Stone e Roy Thomas Baker, além de Gary Lions e Geoff Workman .

 

  A banda gravou onze faixas e mais alguns “no released” nestas sessões (obs. God Save the Queen, era sobra das sessões de Sheer Heart Attack). Na verdade, o Queen lançou doze pérolas da história da música, pérolas estas que iam do vaudeville ( Lazing on a Sunday Afternoon, Seaside Rendezvous), ao Hard Rock ( Sweet Lady, I’m Love with my car ), passando pelo pop ( Love of my Life, You’re my Best Friend), com pitadas de Progressivo ( The Prophet’s Song), Country ( ’39), Jazz( Good Company), Instrumental( God Save the Queen); e passando por uma canção sem igual na história da musica: Bohemian Rapsody - ninguém nunca, nem antes, nem depois, fez algo sequer parecido com Bohemian Rapsody - cerca de 180 vozes gravadas, numa fusão de pop, ópera e heavy metal. A banda simplesmente compôs e gravou algo único na história da música em todas as suas esferas.

 

  Durante as sessões de gravação, a banda usou e abusou de tudo o que era possível para gravar um clássico:”Lazing on a Sunday Afternoon” tem o processamento da voz de Freddie através da passagem do som por uma lata de metal, o que conferia ao som um timbre de rádio antigo.

 

  “Seaside Rendezvous” trazia um solo de sopros executado única e exclusivamente por efeitos vocais de Roger e Freddie.  Em “The Prophet’s Song”, Brian tocou um Koto (instrumento de cordas típico do Japão) de brinquedo que o mesmo havia ganhado de presente de um fã.

 

  Em “Love of my Life” Brian tocou harpa, gravando acorde por acorde. Já em “Good Company”, o mesmo fez um dos mais fascinantes e exaustivos trabalhos da história da música, gravar 4 guitarras diferenciando os seus timbres, dando a ela uma característica de 4 vozes de uma Big Band de Jazz. Para conseguir estes efeitos (ou seja o sustain característico de cada um destes instrumentos), Brian teve que gravar nota por nota, dias a fio de trabalho com sua Red Special, e os inseparáveis Vox AC 30 e Deaky.

 

  John Deacon aprendeu a tocar piano em uma semana para gravar com um piano elétrico Fender Rhodes “You’re my Best Friend”, dedicada a sua esposa Verônica,e muitos outros inúmeros detalhes .

 

Uma dica para quem tem o DVD 5.1, é ouvir alguns detalhes maravilhosos, tais como:

 

- Os agudos vocais de Roger em Death on Two Legs.

- O Segundo violão tocado por Brian em ’39, além dos backing vocals que ele faz no fim da música.

- O Koto passeando pelas caixas no início de The Prophet’s Song.

- A guitarra que corresponde às trombetas em Good Company.

- Os maravilhosos backing Vocals de Freddie em Love of My Life.

 

Como já citado no disco haviam 12 músicas gravadas:

 

Death on two Legs

Lazing on a Sunday Afternoon

I’m Love with my Car

You’re my Best Friend

‘39

Sweet Lady

Seaside Rendezvous

The Prophet’s Song

Love of my Life

Good Company

Bohemian Rhapsody

God Save the Queen

 

Basicamente o set-up da banda era:

 

Brian: Guitarra Red Special, George Formby Ukulele Banjo, Violão Gibson Hummingbird, Violão Ovation Pacemaker (12 Cordas)  Harpa, e Koto de Brinquedo.

John: Baixo Fender Precision, Double Bass, Piano Fender Rhodes.

Roger: Kit de bateria Ludwig, pandeiro e triângulo Ludwig, Gongo Paiste .

Freddie: Piano Bechstein, Chappel Jangle Piano.

 


 

 Bom pessoal estes são somente alguns detalhes deste maravilhoso álbum, qualquer duvida quem tocou, onde, o que usou, quem produziu, sobre este ou qualquer outro álbum escrevam para mim que terei o maior prazer em responder.

Um Abraço e até o A Day At The Races

Marcelo Severo Facundo

 
     
 

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