|
Olá
Queenmaniacos, chegamos ao quinto álbum de estúdio da
banda A Day at the Races.
Após o lançamento de A Night at the Ópera a banda saiu em turnê tocando
na Europa, EUA, Japão e Austrália. Após os shows
australianos, a banda resolveu passar algumas horas no
estúdio para gravar algumas canções já compostas dentre
elas Tie Your Mother Down, You Take my Breath Away e Teo
Torriate, o estúdio escolhido para estas gravações foi o
London Manor em Londres.
Após algumas sessões de gravação a banda tem agendada
mais 4 apresentações pelo Reino Unido, dentre elas um
mega show em Hide Park, um concerto gratuito realizado
com o intuito de agradecer aos fãs pelos significativos
números de A Night at the Ópera, neste concerto a banda
brinda o público com a faixa You Take my Breath Away.
Terminadas as 4 apresentações mais alguns meses de estúdio e a banda
apronta o seu quinto álbum. Inicialmente eles haviam
procurado Roy Thomas Baker para a produção, porém a
agenda apertada do produtor fez com que a banda tomasse
uma decisão, iriam pela primeira vez se auto-produzir.
Apesar de não ser uma tarefa fácil a banda sempre havia
se interessado por todos os detalhes do estúdio:
técnicas de gravação, edição, recursos etc. Quando a
oportunidade surgiu a banda se viu perfeitamente
preparada para o desafio, somente John foi contrario ,
porém foi voto vencido.
Com a ajuda de Mike Stone na engenharia de som a banda gravou mais um
álbum genial, que praticamente seguia a mesma trilha de
seu antecessor, inclusive o título também foi retirado
de um filme dos irmãos Grouxo e Chico Marx. Inúmeros
overdubs de guitarra e vozes em canções que
contemplavam inúmeros estilos, alguns os quais os mesmos
de A Night : Vaudeville ( Seaside Rendezvous / Good old
Fashioned Lover Boy ), Hard Rock ( Sweet Lady / Tie Your
Mother Down / White Man ), Pop ( You’re my Best Friend /
You and I).
Outros
a banda gravou pela primeira vez e não custa falar que
de forma magistral:
O Gospel Somebody to Love, com quase 100 vozes gravadas, vale lembrar que
nesta época a banda começou a esboçar uma outra canção
gospel que só seria lançada em Made in Heaven ; Let me
Live. A valsa com The Millionaire Waltz com cerca de 20
guitarras gravadas, canção esta que se não fosse um
pouco ofuscada pelo brilho a de Bohemian Rhapsody
estaria com certeza entre as maiores coisas que a banda
gravou.
Além destas todas duas canções merecem destaque, pela
sua originalidade:
Long Away, canção de Brian tocada numa guitarra Burns de 12 cordas, Brian
queria gravar numa Rickenbacker em homenagem a John
Lennon, porém não se adaptou ao braço da mesma, e Drowse
canção de Roger num estilo próximo ao blues, com uma
exuberante execução de slide guitar por Brian e a voz
rouca de Roger dando um tom minimalista a canção.
Alguns detalhes interessantes do álbum:
Brian gravou um trecho num Harmonium Yamaha, que servia tanto de
introdução para Tie Your Mother Down como encerramento
para Teo Torriate, ele batizou este trecho como Never
Ending Staircase.
John e Roger tocam violão no álbum porém Brian não toca
nada no violão.
O disco foi um dos menores em termos de faixas da
banda até então somente dez foram gravadas:
Tie Your Mother Down
You Take my Breath Away
Long Away
The Millionaire Waltz
You and I
Somebody to Love
White Man
Good old Fashioned Lover Boy
Drowse
Teo Torriate (Let us Clint Together)
Basicamente o set-up da banda era:
Brian : Guitarra Red Special, Guitarra Burns Bison( 12
cordas ), Harmonium Yamaha, Yamaha Plastic Piano .
John : Baixo Fender Precision, Violão Ovation Pacemaker.
Roger : Kit de bateria Ludwig, Guitarra Fender
Stratocaster, Violão Ovation Pacemaker
Freddie : Piano Bechstein
Bom pessoal estes são
somente alguns detalhes deste maravilhoso álbum.
qualquer duvida
tipo: Quem tocou, onde, o que usou, quem produziu...
podem escrever pra mim que responderei.
Um
Abraço e até o
News Of
The World
Marcelo
Severo Facundo |