Freddie ainda faz parte deste grupo”, diz guitarrista do Queen

Enviada por: Administrador
Data: 28/11/2008 01:23:23
Postado em: Queen News

Brian May e Roger Taylor, membros da banda inglesa Queen, voltam ao Brasil para fazer shows depois de 23 anos. Desta vez, os dois contam com a companhia de Paul Rodgers, que aceitou o convite para reforçar o time desfalcado após a morte de Freddie Mercury, em 1991.
No show, que faz parte da turnê do novo CD batizado de The Cosmos Rocks, Mercury também ganha espaço. Um vídeo dele cantando aparece em um telão. Para divulgar a turnê, o grupo concedeu um entrevista exclusiva ao Terra em São Paulo.

Confira abaixo a entrevista com os três integrantes, começando pelo guitarrista Brian May.

Como foi o convite para Paul Rodgers cantar junto com o Queen?
Não foi apenas um convite. Foi um acontecimento. Algo orgânico. Eu, Roger e Paul tocamos juntos e sentimos algo especial sobre isso. Algo aconteceu. Sentimos algo positivo. E dissemos, vamos fazer uma parceria e ver no que dá. E essa é a história.

Em um momento do show Freddie Mercury pode ser visto cantando no telão enquanto vocês tocam ao vivo. Como é a reação do público?
Eles gostam. É uma idéia das idéias que fizeram o show alcançar o sucesso que alcançou. Não podemos negar o fato de que temos que mencionar o Fredy. Ele está sempre conosco. Então pensamos na possibilidade de tocar novamente com Freddie e de Paul cantar com o Freddie. É um bom momento. Mas o show não é só isso. O show é feito por nós que estamos aqui agora. Temos um material novo para mostrar. Mas de qualquer forma é bom ter esse link com o passado, pelo fato de sentirmos que Freddie ainda faz parte deste grupo.

Como o público recebeu o novo álbum de vocês intitulado The Cosmos Rocks?
Eu acho que The Cosmos Rocks tem funcionado muito bem. O álbum tem muita energia. O público sabe as letras e canta conosco nos shows. Tem sido bom.

Confira agora a entrevista com Roger Taylor:

Quais são suas lembranças dos shows do Queen no Brasil? Em 1981 no Morumbi em São Paulo e em 1985 no Rock in Rio?
Eu lembro muito bem dos dois primeiros shows no Morumbi em São Paulo. Foi incrível, nós estamos muito nervosos. Não sabíamos como seria. Éramos só quatro rapazes e 150 mil pessoas no estádio, 80 mil só no anel superior. E ficamos impressionados. E todo mundo cantou com paixão. É uma memória fantástica. Alguns anos depois, em 1985, fizemos dois shows no Rock in Rio. E foi fantástico novamente. O público brasileiro é fantástico. É um país fantástico.

É verdade que a música Say it’s not true foi gravado com o intuito de ajudar na prevenção da Aids?
Sim. Nós aderimos a campanha de prevenção a Aids encabeçada por Nelson Mandela. Colocamos essa música que é cantada por nós três no álbum. É uma canção triste sobre o momento em que uma pessoa com HIV positivo descobre isso ao abrir o exame em uma manhã. É uma música para fazer as pessoas pensarem e serem cuidadosas com essa doença que se alastra pelo planeta. E deixa a mensagem quanto a necessidade do uso de preservativos.

Confira agora o papo com Paul Rodgers, o vocalista que acompanha o Queen nesta turnê brasileira.

Como você reagiu quando soube que Freddie Mercury era seu fã?
Era algo que eu nunca tinha ouvido até me unir ao Queen. Fiquei muito feliz por ter servido de inspiração para Freddie porque tudo o que ele fazia é excepcional. Era um fantástico cantor, compositor e dançarino.

Como seus fãs reagiram quando souberam que você iria se unir ao Queen?
A maioria dos fãs reagiu muito bem. No papel podem parecer dois estilos diferentes e alguns podem ter estranhado, mas o fato é que quando tocamos juntos algo fantástico acontece. E acho que o público percebe isso.

Você ajudou a selecionar o repertório do novo CD e do show?
Sim. Quando nos reunimos Brian e Roger sugeriram que o CD tive metade das músicas do Queen e a outra metade de canções minhas. Mas Queen tem uma história muito longa e eu sugeri que eles tivessem mais espaço e foi isso que fizemos.

Você teve que aprender as músicas do Queen para se unir ao grupo?
Eu tive sim. Aprendi várias músicas e continuo aprendendo. No começo pensei em como deveria interpretar cada canção, mas agora deixo a música fluir nos shows. Estou buscando aprimorar.
Terra Música





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