Brian May é citado no making of de Chinese Democracy do Guns n Roses

Enviada por: Administrador
Data: 27/03/2009 08:59:11
Postado em: Queen News

Em 3 de Janeiro, Axl diz a Rockline Radi “Nós estamos visando 96 (para o disco) e nós estaremos fazendo provavelmente muitas gravações, e tentando inserir muitas coisas entre agora e então.. Nós podemos trabalhar com Brian May em um projeto futuro.”

Veja a Materia Completa sobre o novo album do Guns n Roses onde Brian May trabalhou

The Making Of
Chinese Democracy
1994 – 2008
É o álbum mais ansiosamente aguardado de todos os tempos. Sua criação levou ao menos 14 anos tais como muitos milhões de dólares. É Chinese Democracy e essa é a história de sua criação, como contada por Axl, Slash, Duff, Buckethead, Bumblefoot e muitos outros…

Compilado por: Lauri Loytokoski
Material adicional: Scott Rowley
Tradução: Flávio Lemos

Slash: Acabei de entregar minha última fita para o Axl.
Minha mais recente fita para o Axl.
Axl: Eu tenho esperado ansiosamente.
(Rockline Radio, 03/01/94)

É janeiro de 94. Por várias semanas, Slash tem entregado várias fitas de riffs de guitarra (e de sessões de improviso com Gilby Clarke e Matt Sorum) para Axl, planejadas como idéias para a banda trabalhar no seu próximo álbum de estúdio.
Em 3 de Janeiro, Axl diz a Rockline Radi “Nós estamos visando 96 (para o disco) e nós estaremos fazendo provavelmente muitas gravações, e tentando inserir muitas coisas entre agora e então.. Nós podemos trabalhar com Brian May em um projeto futuro.”

Eles tinham algumas canções prontas. No ano anterior, Axl havia falado com a Hit Parader sobre uma música que -15 anos depois – seria revelada como a penúltima canção em Chinese Democracy: “Nós realmente não sentamos pra colaborar nas músicas ainda”, disse. “Eu escrevi e gravei uma nova canção de amor que quero que esteja no próximo disco chamada “This I love”, é a coisa mais pesada que eu já fiz.”

O produtor/engenheiro Dave Dominguez situou a canção ainda antes, posteriormente comentando que “”This I Love” é na verdade uma música antiga do GN´R… Gravada para os discos Illusion. Eu gosto bastante daquela música. Levou umas duas semanas pra encontrar todas as fitas porque eles terminaram de gravar Use Your Illusion na estrada e uma fita estava em Paris, outra em Londres e outra em Sidney, eu creio.”

Na realidade, Dominguez pode ester enganad para This I Love ser uma canção originária de UYI (os discos foram lançados em 17 de setembro de 1991, e comparando datas de turnê com o período de estúdio, o GN’R tocou em Londres em 31 de agosto de 1991 e 20 de abril de 1992, Paris em 6 de junho de 1992 e Sydney em 30 de janeiro de 1993) -é mais provável que a música tenha sido gravada por volta da mesma época do grosso de “The Spaghetti Incident?”.

Em 19 de janeiro, Axl apareceu na cerimônia de introdução de Elton John ao Rock´n´Roll of Fame. Ele também interpretou Come Together dos Beatles com Bruce Springsteen. Esta seria sua última apresentação pública em vários anos.

AS DEMOS “SNAKEPIT”

“Inicialmente eu estava apenas escrevendo sobre o que achava legal”, disse Slash em 1995. “Eu era um garoto em uma loja de brinquedos. Eu tinha um estúdio em minha casa. Levante pela manhã. Literalmente, aperte o ‘on’, plugue sua guitarra e vá. Eu não olho a coisa pelo conceito de escrever um supremo disco de sucesso. Apenas riffs de guitarra… É a nossa banda. Então se eu escrevo alguma coisa, minha primeira e principal prioridade seria dedicar isso ao Guns.”

Slash ainda estava dedicado apenas ao GN’R , mas na entrevista a Rockline, Axl deixou escapar que – como Duff McKagan e Gilby Clarke – ele estava começando a pensar em um projeto solo. “Eu estou tentando montar um projeto que é um tipo de arma secreta, no momento.”, afirmou.

Mais tarde naquele ano o vocalista foi perguntado, se fosse fazer um projeto solo, com quem ele gostaria de trabalhar?

Axl: “Trent Reznor do Nine Inch Nails é um, e Dave Navarro do Jane´s Addiction é outro cara… Eu conversei com Trent sobre trabalhar comigo em um projeto industrial com sintetizadores, pelo menos em uma canção, e eu definitivamente quero trabalhar com Dave…Eu sempre estive curioso em como ele soaria trabalhando com Slash em alguma coisa”.

Em 1995, Slash relembrou esse período para a Metal Hammer: “Houve um ponto onde Axl soltou: ‘Eu vou fazer um disco solo, e eu vou pegar Trent Reznor e Dave Navarro, e o baterista do Nirvana…’ e por aí em diante. E é tipo – ele não conhece metade dessa gente. Ele está catando os caras do céu. E eu fui tipo, ‘Legal! Faça seu lance. Dessa forma você vai tirar isso do seu sistema, e quando você voltar nós seremos apenas o Guns n’ Roses.” (Em 1995, o tablóide sueco Aftonbladet perguntou ao guitarrista por que todos na banda tinham feito um disco solo exceto Axl. “Axl acha que o Guns é o projeto solo dele,” afirmou Slash).

No começo de 94, Slash se encontrou com Axl para conversar sobre as demos que, posteriormente, viriam a se tornar músicas do Snakepit. Como Slash relembrou em sua autobiografia: “Eu comecei a colar com Matt e a gravar demos daquela coisa só por diversão, e Mike Inez do Alice in Chains e Gilby começaram a aparecer pra tocar conosco. Nós três entramos na viagem de improvisações e gravações todas as noites. Nós não sabíamos o que seria. Em certa altura, eu toquei aquilo pro Axl, que manifestou desinteresse.”

Como disse também à revista Rock Hard: “Eu toquei pro Axl uma demo com algumas das minhas idéias para canções, e ele foi tip ‘Eu não estou com vontade de tocar esse tipo de música.’ Eu respondi: ‘Mas esse pode ser um excelente disco gunner, cem por cento no estilo GN’R. ’Ele realmente não se importou porque só queria tocar industrial e aquela bosta com sonoridade Pearl Jam.”

Gilby sugeriu para “Kerrang!” que na época Duff McKagan também não tinha gostado da direção das demos de Slash: “Ele (Axl) não estava naquilo que estávamos fazendo, então ele está meio que repensando o que ele quer fazer. Ele meio que jogou um balde de água fria em tudo que eu, Slash e Matt tínhamos trabalhado. E então Duff… chegou. Duff e Axl tinham uma idéia para o que o álbum deveria ser, e o resto de nós tinha outra idéia.”

Em 1999, Axl colocou sua própria doideira no que ele achava que era ele e McKagan contra o resto da banda, dizendo à MTV: “O que as pessoas não sabem é que o disco do Snakepit (Slash) é o disco do Guns N’ Roses. Eu apenas não faria aquilo… Duff caiu fora, e eu caí fora, por que não fui permitido ser uma parte daquilo. É tipo, ‘você faz isso e assim que é’ e eu não acreditava naquilo, eu achei que haviam riffs, partes e algumas idéias, eu pensei, aquilo precisava ser desenvolvido. Eu não tinha nenhum problema em trabalhar naquilo…”

Duff pensou realmente que eles tinham perdido uma parte vital do processo de composiçã “Nós começamos a ir pra casa do Slash… nós tínhamos um punhado de músicas, mas, quer saber? Sem o Izzy, nós não estávamos escrevendo da maneira antiga, nós tínhamos um bocado de grandes canções, mas a maneira que nós costumávamos compor não era ficarmos todos sentados numa sala forçando a nós mesmos a ser uma família. Nós apenas éramos. Contudo, houve um ponto em que estava parecendo útil e a gente começou a bolar umas canções, mas então começou a desmoronar”.

Parecia que Axl achava que Gilby não era um substituto a altura de Izzy. “Nós não sabemos se vamos compor com Gilby ou com outra pessoa”, disse ele em 1993. “Nós sabemos que queremos tocar com Gilby, mas não estamos certos sobre compor”.

“Minha última conversa com Axl foi quando ele me ligou e estava tentando me explicar o que ele queria fazer”, disse Gilby a Spin em 1999. “E, basicamente foi: ‘Eu quero mudar o som da banda. Sabe, eu quero ir mais numa direção específica… eu quero usar mais coisas do tipo industrial’. Ele estava realmente ligado em bandas como Jane’s Addiction, Pearl Jam e Nine Inch Nails. E eu meio que ri e disse: ‘olha – eu quero tocar guitarra numa versão barulhenta dos Rolling Stones’, se ligou?”

“Eu já sabia há muito tempo que Axl ia mudar a direção da banda. Eu sabia que o fim estava próximo”, disse ele. “Foi por isso que eu me enterrei fundo na minha carreira solo. Houve dias em que Axl ligava para o Slash e mandava, ‘Demita Gilby – ele não se encaixa nos meus planos,’ mas ele nunca me diria isso. Isso rolou por um longo tempo”.

(Slash escreveu em sua autobiografia de 2007, Slash: “Axl demitiu Gilby sem consultar ninguém. Seu raciocínio era que o Gilby sempre foi mão-de-obra contratada e que não poderia compor com ele”.)

Por volta do mesmo período, em 10 de maio, Duff McKagan foi levado às pressas para o Hospital de Seattle – seu pâncreas havia explodido depois de anos de abuso de drogas e álcool. “Eu estava em minha casa em Seattle quando uma dorzinha começou a se agravar. Estava tão ruim que não conseguia pegar o telefone para ligar para ninguém”, disse ele. “Por sorte, calhou do meu melhor amigo aparecer na minha casa e eu fui levado [para a sala de emergência]“. Com sorte em sobreviver, quando ele foi liberado oito dias após, foi avisado de que mais um drink poderia matá-lo.

Por volta de agosto/setembro de 94, Slash retornou ao estúdio pra dar vida às demos recusadas por Axl e fazer o disco que se chamaria “It’s Five O’Clock Somewhere”, do Slash’s Snakepit, com Mike Clink produzindo, Matt Sorum na bateria, Mike Inez no baixo e Eric Dover, do Jellyfish, nos vocais. “Eu e ele [Eric Dover] escrevemos as letras pra todas as doze faixas,” Slash escreveu em sua auto-biografia, “E eu acho que é muito fácil dizer quais músicas eu escrevi e quais ele escreveu: todas as minhas canções foram direcionadas a uma pessoa… embora ninguém tenha se ligado nisso naquela época. Eu usei o disco como uma oportunidade para ventilar um bocado de merda que eu precisava tirar do meu peito.”

É aposta garantida, então, que Slash escreveu “What Do You Want To Be” com versos como, ‘Que diabos você quer ser / Seguindo tendências que nunca acabam’, e ‘Você não vai sair por dias / Será que o sol vai queimar seu rosto / Preserve sua preciosa pele / Eu caio fora, você fica.’

De acordo com Slash, o álbum levou 26 dias para ser gravado e mixado – para a enorme surpresa de Axl. Como o guitarrista se lembrou no ano seguinte, “Tudo foi de repente, depois que o disco foi finalizado, [Axl] tip ‘lembra daquelas fitas que eu tenho? Se liga, eu quero… ’Ele não sabia que nós tínhamos terminado o disco. E ele mandou tip ‘[eu gosto] Dessa música, dessa música, dessa música, dessa música e dessa música’. E eu mandei: ‘Cara, a gente já terminou. Já era’. E ele soltou: ‘Vocês não poderiam ter feito um disco em duas semanas’. Eu disse: ‘Ah sim. Eu posso. Dá pra fazer isso’. E se tornou uma enorme briga.”

Em outubro, o produtor do Guns, Tom Zutaut, veio com a idéia de gravar uma versão para “Sympathy For The Devil”, dos Rolling Stones, para ser incluída na trilha sonora do filme “Entrevista com o Vampiro”. Slash concordou, achando que ao menos a banda estaria junta de novo no estúdio. “Não funcionou,” ele admitiu para a Rolling Stone mais tarde. “Nós não aparecemos todos ao mesmo tempo no estúdio – vamos dizer assim. E isso era altamente indicativo do que eu não queria que acontecesse.”

Em sua autobiografia, Slash disse que Axl veiculou alguns comentários para outra pessoa em que “ele precisava regravar meus solos de guitarra para que soassem mais nota-por-nota como o original de Keith Richards”. Quando terminou a digitalização daquela música “notei que havia uma outra guitarra por cima da minha no solo. Axl havia colocado Paul Huge para me sobrepor”.

Quem era Paul Huge? Também conhecido como Paul Tobias, “Paul é apenas um amigo de Axl”, Slash disse à Metal Express. “Ele trouxe o Paul sem me avisar nada. Eu fiquei muito puto, por que o principal na banda – que era manter a banda unida… Não é tipo contratar um bando de músicos de estúdio e fazer o Guns N’ Roses – não funciona desse jeito.”

Para a revista Q em 2001 ele completou: “É uma das maiores e mais pessoais coisas que Axl e eu enfrentamos – trazer um guitarrista de fora sem me consultar.”

O Snakepit agendou uma turnê pelos Estados Unidos, Europa, Japão e Austrália quando Axl jogou uma pá de cal nos trabalhos. “Axl me pediu para não ir à turnê com Slash,” disse Matt Sorum mais tarde. “Se eu excursionasse com o Snakepit poderia causar sérias conseqüências: então eu fiquei em casa e trabalhei um pouco com Axl e Duff. Estou certo de que tomei a melhor decisão.”

Enquanto isso, Slash contratou Brian Tichy e Janes LoMenzo da banda de Zakk Wylde, Pride & Glory. Em 10 de dezembro de 1994, Pride & Glory fez o último show de sua turnê em Los Angeles (com LoMenzo já tendo deixado a banda em novembro e sido substituído por John DeServio). Slash se juntou a eles no palco para interpretar as músicas de Hendrix Voodoo Child e Red House.

Tanto Pride & Glory quanto GN’R eram empresariados na época pela Doug Goldstein Big FD Management, então não foi coincidência que Zakk Wylde foi então convidado para fazer teste teste no GN’R.

1995: UM PASSEIO PELO LADO SELVAGEM (WYLDE)

Em janeiro de 95, a banda se reagrupou para ensaios com um novo candidato para a vaga de guitarrista.

Slash: “Agora que Gilby não está na banda, o Axl é tip ‘E o Zakk? Você gosta do Zakk, né?’”

Zakk Wylde: “Axl me ligou quando nós estávamos fazendo o disco [do Ozzy] Ozzmosis. Eles estavam ensaiando – éramos eu, o Slash, o Axl, Matt e Dizzy.” Mas, Zakk lembrou: “Nunca haviam melodias. Nunca haviam letras.”

“Eu disse ‘cara, você já bolou alguma letra?’” Disse Wylde depois, “e ele tipo, ‘cara, eu tenho gente me processando no momento.’ Ele estava no telefone com os advogados 24 horas por dia da semana. Ele dizia, tipo, ‘eu não tenho como bolar nenhuma letra no momento – elas seriam sobre todos os processos que eu estou enfrentando’.

“Então nós improvisamos por uma semana em cima de um monte de merda, que se tornaram três belas idéias. Um dos riffs acabou sendo a primeira gravação do Black Lable Society [Sonic Brew], [na faixa] The Rose Petalled Garden. O som que eu queria fazer, na verdade, teria sido como Guns N’ Roses com esteróides, cara.

Soava mais pesado, mas ninguém estava seguro de que soava cert Slash mais tarde disse que soava “como Judas Priest ou algo parecido”.

A situação com o GN’R causou uma ruptura entre Zakk e Ozzy Osbourne. Zakk tocou no disco Ozzmosis, mas permaneceu incerto a respeito de ir para a estrada com Ozzy (que tinha um compromisso certo em 9 de julho e uma turnê completa começando em agosto). Finalmente Zakk foi incapaz de conseguir uma resposta concreta ou algum comprometimento do GN’R e desistiu da idéia.

“Uma vez que você tem todos os malditos advogados envolvidos…” disse o Wylde depois. “Eu vi o Axl [depois], e disse ‘Que diabos aconteceu?’, e Axl respondeu, ‘Bem, Zakk, eu ouvi dizer que você queria dois milhões adiantados e o seu próprio ônibus de excursão’.”

SLASH SAI E IZZY VOLTA

“It’s Five O’Clock Somewhere” do Slash’s Snakepit foi lançado em 14 de fevereiro e Slash embarcou numa turnê promocional naquele mês.

Do novo disco do GN’R, ele disse aos jornalistas: “Nós temos improvisado um pouco mas não há nenhuma música nova… No momento parece haver uma confusão sobre que porra é um bom disco do Guns”.

Em abril, Izzy Stradlin tocou com Snakepit em Chicago – e foi convidado por Duff McKagan a voltar e ajudar nas composições.

“Em abril, 1995,” lembrou Izzy, “Duff me liga de nov ‘Estou tentando compor novas músicas pros caras do GN’R. Chega aí e me dá uma mão’. Eu disse a mim mesm ‘Bem, merda, depois de tudo, por que não?’. Duff e eu escrevemos dez faixas em uma semana. Nós até gravamos as demos.”

Izzy disse à Classic Rock sobre como ele deu uma aparecida na casa de Axl naquela época. Axl foi amigável então “Provavelmente um mês depois, uma noite ele me liga [e] nós entramos na questão de eu ter deixado o Guns N’ Roses. Eu contei à ele a minha versão. Disse à ele exatamente como eu me sentia e por que eu saí… mas, ele tinha uma porra de uma agenda eletrônica. Eu podia escutá-lo [virando as páginas] dizendo, ‘bem, ah, você disse em 1982… bla, bla, bla…’ e eu tipo, ‘que diabo – 1982?’. Ele estava trazendo de volta um monte de sujeira esquisita e antiga. Eu falei, tanto faz, cara. Mas essa foi a última vez que eu falei com ele”.

Em 28 de julho, Duff e Matt tocaram em um show beneficente no Clube de Los Angeles, Viper Room, com Steves Jones do Sex Pistols e John Taylor do Duran Duran como os Neurotic Outsiders. Em setembro, devido à demanda popular, eles começaram a tocar lá semanalmente. Da maneira como o então sóbrio Duff contou, ele tinha tempo de sobra e “eu percebi que não queria esperar até as quatro da manhã para ensaiar mais”.

Em agosto o GN’R ensaiou no estúdio caseiro de Slash com Paulo Huge. Só tornou as coisas piores: “Foi tão desconfortável e esquisito que Duff e eu entramos numa [discussão],” escreveu Slash, “o que nunca aconteceu no estúdio, nunca.”

Em 31 de agosto, 1995, Axl enviou uma carta à Slash e Duff anunciando que ele estava deixando a banda e levando o nome com ele, baseado num acordo formalizado em 1992.

1996: SLASH SAI, DUFF CONTINUA

Depois que o novo contrato entrou em vigor em 31 de dezembro de 1995, Axl arranjou gravações em um estúdio chamado The Complex. Aparentemente, a relação de Slash com a banda estava em ponto morto por algum tempo desde que as novas negociações de contrato começaram em agosto de 95.

No começo de abril, 1996, Slash viajou ao Japão por duas semanas para tocar com o Nile Rodgers na Chic. Na última noite da turnê, em 18 de abril, o baixista Bernard Edwards foi encontrado morto por pneumonia em seu quarto de hotel. No mês seguinte, a mãe de Axl, Sharon Bailey, morreu aos 51 anos.

Por volta de julho Axl contatou Slash sobre retornar à agenda. Slash diz que ele foi colocado em um ‘período de experiência’ como empregado contratado na nova parceria GN’R, e se ele tivesse continuado a trabalhar com a banda após aquele período, o contrato teria se tornado efetivo.

Em agosto, toda a banda estava agendada para retornar ao estúdio para escrever e gravar novas canções. “Vamos ver no que vai dar,” disse Slash na época. “Eu não tenho ensaiado com eles, ou mesmo estado na mesma sala com eles, desde antes do disco do Snakepit sair.” Como Slash lembrou depois, o resto da banda apareceu para ensaiar – mas se Axl apareceu foi depois de todos os membros terem desistido e ido embora à uma ou duas da manhã.

De qualquer maneira, Axl disse à MTV em 30 de outubro que: “Vai haver um novo disco de no mínimo 12 músicas do Guns N’ Roses com três lados B originais.”

Em novembro de 1999, Axl declarou que ele decidiu nessa época voltar ao básic “Eu inicialmente queria fazer um disco tradicinal ou tentar voltar ao lance Appetite ou algo parecido, porque seria muito mais fácil para mim fazê-lo. Eu estava envolvido em muitos processos judiciais por causa do Guns N’ Roses em minha vida pessoal, então eu não tinha muito tempo para tentar desenvolver um novo estilo ou me reinventar, então eu estava esperando escrever algo tradicional, mas não me foi realmente permitido fazê-lo”.

“Então, eu optei pelo o que eu achei que deixaria, ou pelo menos deveria deixar, a banda e especialmente Slash muito feliz. Basicamente eu estava interessado em fazer um disco do Slash com algumas contribuições de todo o restante de nós.”

Slash declarou que Axl “estava tentando me convencer de que estava tudo bem, que era algo que eu e ele estávamos fazendo como parceiros… E eu apenas não caí nessa.”

“Eu achei que alguns dos riffs que estavam surgindo [do Slash] eram os mais malignos, contemporâneos, blueseiros e roqueiros desde Rocks do Aerosmith,” escreveu Axl num press release depois. “A versão de 2000 de Rocks ou a versão de 96 de Rocks do Aerosmith, na época em que a gente lançaria… Eu sinto que algumas daquelas gravações que nós fizemos num espaço limitado de tempo foram algumas das melhores performances de Slash desde os Ilusions. Eu estava lá. Eu sei o que ouvi e era bastante empolgante.”

Não era pra ser. O amigo de Axl e íntimo do GN’R, Del James, declarou em 2008 que “Slash voltou para algumas composições no estúdio totalmente negativo e agressivo, larga a porra da banda e então publicamente distorce isso em como se ele tivesse sido despedido.”

A presença de Paul Huge ainda era um bloqueio tremendo. Como Duff McKagan colocou: “Imagine que eu e você crescemos juntos e você é meu melhor amigo. Ok, eu estou no Guns N’ Roses e digo ao resto que você vai se juntar à banda. ‘Ok, Slash, Axl, Matt, caras, esse cara está na banda’. ‘Duff, você tem um minuto?’ ‘Não, ele está na banda.’ ‘Bem, não. Todo mundo na banda tem que votar, Duff, então nem pensar!’ ‘Foda-se, esse cara está na banda! Eu não vou fazer nada a não ser que esse cara esteja na banda.’ ‘Ok, quer saber? Nós vamos tentar tocar com ele, já que você está tão interessado…’ ‘Ei Duff – o cara não sabe tocar.’ ‘Eu não ligo.’ ‘Bem, isso não é muito razoável…’”

Em 16 de outubro, Slash admitiu, “no momento, Axl e eu estamos resolvendo sobre o futuro da nossa relação… Eu estou de volta na banda há apenas três semanas e minha relação com Axl agora está numa espécie de ponto morto.”

Em 30 de outubro, Axl enviou um fax à MTV, anunciando que haveria um novo disco GN’R de estúdio, mas Slash não estava mais na banda. Duff e Matt permaneceram. Em dezembro, Duff comentou que “tudo vai ficar legal… o Guns está fazendo um disco então é claro que Matt e eu estaremos no estúdio por pelo menos três ou quatro semanas em fevereiro… Nós temos nomes de músicas mas nenhum nome de disco… E a respeito do rumor de que uma pessoa quer que a gente mude, isso não é verdade.”

Mas Axl já havia decidido que as faixas trabalhadas com Slash teriam que sair: “[as faixas de 1996 não] são algo que eu quero me aproximar (sem Slash), porque, naquele tempo havia apenas uma pessoa que eu sabia que podia fazer certos riffs daquela maneira… Essa é a razão pela qual aquele material foi riscado”

1997: MATT E DUFF SAEM

A vaga de ninguém estava garantida: o colaborador de Princo, Michael Bland, foi testado para vaga de baterista em janeiro. O antigo produtor, Mike Clink, foi aos ensaios mas não se encaixou. “Axl está tentando definir sua direção e testando vários colaboradores diferentes,” um diplomático Clink disse depois.

Um executivo da Geffen, Todd Sullivan, mandou para Axl um bocado de álbuns de discos produzidos por pessoas diferentes, incentivando Rose a escolher alguém que ele gostasse. Ao invés disso ele recebeu um telefonema dizendo que Axl havia passado com o carro por cima dos discos. Mais tarde Sullivan lembrou: “A maior parte das coisas que ele tocou pra mim eram grandes esboços. Eu disse, ‘Olha, Axl, isso aqui é um excelente e promissor material. Por que você não considera segurar a onda e terminar algumas dessas canções?’ e ele , ‘Humm, segurar a onda e completar algumas dessas canções?’. No dia seguinte eu recebo uma ligação de Eddie [Rosenblatt, membro da diretoria da Geffen], dizendo que eu estava fora do projeto.”

A diretriz musical se tornou aparente quando o soberano da dance-rock Moby iniciou conversas com Axl em fevereiro. “Correndo o disco de soar como um esquálido homem de negócios do meio musical, eu encontrei com Axl uma semana atrás para escutar as novas demos,” disse Moby na época. “Eles estavam compondo com um monte de loops e, acreditem ou não, estavam fazendo isso melhor do que qualquer pessoa que eu havia escutado recentemente.” Uma das demos a qual Moby pode ter sido apresentado foi a faixa (trabalho – em – andamento), Oh My God. “Musicalmente a música foi primariamente escrita por Paul Huge [em 1997],” Axl disse depois, “Com Dizzy Reed escrevendo o gancho musical para o refrão. O antigo membro Duff McKagan e o antigo funcionário Matt Sorum falharam em enxergar o seu potencial e não mostraram nenhum interesse em explorá-la, deixando a gravação de lado.”

Matt Sorum, enquanto isso, apresentou Rose ao antigo guitarrista do Nine Inch Nails, Robin Finck. Sorum mais tarde disse a Spin: “Eu para disse Axl para encontrá-lo e ele disse ‘esse é o nosso guitarrista,’” disse Sorum. “Eu disse, ‘traga Robin para tocar junto com Slash,’ mas Axl disse, ‘eu quero que ele toque solo.’”

A inclusão de Robin provou ser a última contribuição significante de Matt para a banda. Sorum mais tarde lembrou do incidente que acabou com tud “Paul Huge entrou no estúdio e fez um comentário ruim sobre o Slash. Eu disse, ‘não diga isso enquanto eu estiver nessa sala’. Então Axl chegou junto, eu discuti com ele e estava acabado.

“Huge me seguiu no estacionamento e disse, ‘volte’ e eu disse, ‘eu não posso voltar, ele me demitiu. Como você sente separando uma das maiores bandas de todos os tempos?’”

Outro ex-integrante do Nine Inch Nails, Chris Vrenna, foi sondado para substituir Matt Sorum (“Eles queriam opção de fazer experiências com o eletrônico… Meu papel era pra ser tocar bateria e fazer programação,” disse Vrenna), e depois o antigo membro do Pearl Jam, Dave Abbruzzese. Robin Finck, enquanto isso, foi contratado por dois anos pelo GN’R – então Duff McKagan deixou a banda.

“Eu deixei a banda duas semanas antes da minha filha Grace nascer [27 de agosto, 1997],” Duff disse depois à revista Burrn.

“Não estava divertido. Essa é a razão. O motivo pelo qual eu fiquei na banda foi pra ser uma ponte entre Axl e Slash… Eu fui jantar com Axl e seu empresário… Eu disse ‘Axl, nós nos divertimos [muito] juntos, mas essa é a sua banda agora. Eu não estou interessado em você como um ditador. Eu não vim até aqui pra falar de dinheiro adiantado pelo próximo disco. Você pode ficar com ele.”

1998: REUNINDO A NOVA BANDA

No começo de 1998, a Geffen Records enviou o produtor James Baber para trabalhar com a banda. “Nada mais havia funcionado, então a Gaffen resolveu me mandar para conversar com Axl,” disse Barber em 2005. “Nenhuma despesa foi poupada; eles eram a maior banda na história da gravadora e, embora todos exceto Axl tivessem ido embora, a Geffen Records vivia e respirava por um outro disco do GN’R… Nós queríamos desesperadamente o álbum para o Natal de 1998 e eu tinha um ano para terminá-lo.”

Em março, Axl foi ver o Tool no Hollywood Palladium, antes de recrutar Billy Howerdel, técnico de guitarra e de Pro Tools do Tool. Howerdel mais tarde disse à Blabbermouth: “Eu cheguei lá inicialmente pra programar alguns sons de guitarra, e acabei batendo de frente com Axl, e acabei virando o cara do computador. Eu não sei exatamente do que eu seria chamado. Eu meio que estaria lá a noite toda com Axl enquanto ele trabalhasse. A banda chegava durante o dia com o produtor e trabalhava a maior parte do dia, então eu chegava por volta das dez da noite, dizia boa noite pros caras, Axl aparecia depois, então nós fazíamos nosso lance pela noite inteira até o dia seguinte.”

Howerdel por sua vez apresentou Axl a Chris Pitman – um multi-instrumentista que havia excursionado com o Tool – que foi encarregado de trazer alguns “sons modernos para mixagem”. A banda se realojou no Rumbo Recorders em San Fernando – onde parte do Appetite For Destruction havia sido gravado – e Axl começou a selecionar uma banda apropriada.

Um dos bateristas mais conceituados de Los Angeles, Josh Freese, mais tarde lembrou: “Eu apareci e fiz os testes com eles – doente pacas – eu tinha comido uns frutos do mar estragados em Londres logo antes, peguei um avião e fiz o teste naquela noite. Eu estava vomitando durante todo o ensaio. Apesar disso, Axl foi totalmente bacana e muito mente aberta a respeito da música. Ele disse: ‘Eu ouvi você com Devo; Eu realmente gosto do Devo e quando se gostava deles, você era espancado por gostar.’

“Eu pensei ‘esse cara é muito legal’. Ficou óbvio que ele realmente escutava música – ele estava falando sobre artistas de todo o planeta. Eles me convidaram novamente e desde o começo Axl foi muito bacana, a gente se deu bem e nos divertimos bastante, então decidi entrar.”

Freese por sua vez, trouxe um amig antigo baixista do Replacements, Tommy Stinson: “Eu estava ensaiando com ele [Josh Freese]. Ele estava brincando sobre eles [GN’R] precisarem de um novo baixista. Eu ri e disse que tocaria baixo. No dia seguinte, eles ligaram.”

Em maio de 1998, a Geffen Records oficialmente tomou conhecimento da saída de Slash e Duff do GN’R e Axl fez um acordo com a Geffen “de entregar um novo LP de estúdio… até 1º de março de 99″ pelo qual ele recebeu um adiantamento substancial da Geffen em troca.”

Axl estava visando quebrar o silêncio lançando This I Love (uma canção que ele havia mencionado em 1993) na trilha sonora de um filme: What Dreams May Come, um filme de Robin Williams.

No dia 1º de setembro o site do GN’R comentou: “Dawn Soler, o supervisor musical do filme What Dreams May Come… me assegurou que Axl ‘estava realmente ligado no filme’ e espantosamente sugeriu que ‘escreveu a canção para ele’. Isso contradiz uma entrevista de 1994 onde Axl disse que ele já havia escrito a música, que muitos fãs especularam ser sobre Dylan, o filho da antiga companheira de Axl, Stephanie Seymour.”

A faixa nunca surgiu. A banda estava ocupada de qualquer forma – regravando Appetite For Destruction. Axl disse à MTV no ano seguinte, “Eu regravei Appetite com Josh Freese na batera, Tommy Stinson no baixo, Paul Tobias na guitarra… e Robin Finck na guitarra solo… com exceção de duas músicas [Anything Goes e You’re Crazy], porque nós substituímos essas por You Could Be Mine e Patience, e por quê isso? Bem, nós tínhamos que ensaiá-las de qualquer maneira para estarmos aptos a tocá-las ao vivo novamente, e haviam muitas técnicas de gravação e estilos sutis e linhas de bateria e coisas desse tipo, que são como assinaturas do anos 80, que sutilmente poderiam ser apuradas… um pouco menos de reverb e um pouco menos de duplicação no baixo e coisas do tipo.”

Axl enxergou a regravação de Apettite como um tipo de ‘ensaio matrimonial’ para a composição do novo disco do GN’R com a formação que ele havia recentemente garantido. “No começo a nova banda não queria tocar as músicas antigas,” disse ele à Rock & Pop FM. “Eles não queriam tocar [aquelas] tanto, porque eles próprios são músicos. Eles tiveram uma atitude Punk como o antigo Guns N’ Roses. Mais tarde se tornou divertido para eles, eles começaram a gostar das músicas e apreciar tocá-las.

“Nós não tínhamos escrito ou gravado músicas por muitos anos. Haviam mudanças na banda e muitas mudanças na gravadora… Quando nós tentamos escrever canções no velho estilo do Guns N’Roses, soaram muito velhas, não soaram como algo tão vivo. Nós não podíamos fazer aquilo. E acho que isso também aconteceu com o antigo Guns N’ Roses. As músicas compostas pelos caras para outro disco, vários anos atrás, tudo soava velho. Então nós tentamos explorar manter a banda viva.”

O novo produtor Youth (baixista original do Killing Joke, voando alto depois de produzir U2 e The Verve) tentou focar Axl em fazer música nova, improvisando com violão na cozinha de Axl, apenas para fazê-lo cantar novamente: “Ele não cantava a mais ou menos 18 meses,” disse Youth mais tarde. “Eu acho que o disco se tornou realmente trabalhoso. Ele estava emperrado e não sabia como prosseguir, então ele estava evitando.”

“Ele tinha algumas idéias brilhantes, mas eram apenas esboços. Ele realmente queria deixar o passado para trás e fazer um disco altamente ambicioso, como o Physical Grafitti do Led Zeppelin misturado com Dark Side Of The Moon do Pink Floyd,” disse Youth ao The Times em 2005.

Julgando pela sonoridade predominante em Chinese Democracy, um desses esboços era uma faixa que se tornaria conhecida por Madagascar. Isso foi por volta da mesma época que Chris Pitman, co-autor da música, começou a trabalhar com a banda.

David Dominguez, o então engenheiro de equipe da Rumbo, lembrou de alguns outros títulos de música daquela época: “Oklahoma foi na maior parte escrita na época em que eles chegaram ao estúdio. Axl a escreveu inspirado num atentado a bomba ocorrido na cidade de Oklahoma (mais como um tributo para aqueles que morreram, se eu não me engano). “Ides Of March” era um título sendo trabalhado para uma das músicas que vieram de um nome improvisado que Dizzy apresentou…”

A Geffen ofereceu a Youth direitos extras se ele conseguisse que o álbum fosse terminado até março de 1999. Mas quando ele pressionou, Axl resistiu.

Youth: “Axl estava profundamente infeliz. Eu senti que ele estava deprimido porque ele só trabalhava de nove da noite às nove da manhã. Ele estava vivendo um estilo de vida eremita. No final, ele me disse que não estava pronto. Ele estava tentando alcançar algum nível espiritual que o fizesse mais feliz.”

Youth desistiu e o novo produtor recomendado por Robin e Billy Howerdel, Sean Beavan (produtor do Marilyn Manson & NIN), enquanto gravado e programando foi levado para lá por Critter [vulgo colaborador principal de Jeff Newell].

Toda esta atividade, no entanto, significou que o produtor James Barber visse seu trabalho de um ano de relacionamento com a banda chegar ao final sem o disco, embora ele sustente que havia um naquela época: “A versão de Robin Finck/ Josh Freese/ Tommy Stinson/ Billy Howerdel/ Dizzy Reed para o disco que existia em 1998 era incrível,” disse ele mais tarde. “Ainda soava como GN’R mas havia elementos de Zeppelin, Nine Inch Nails e Pink Floyd misturados.

“O disco só precisava do vocal principal e de mixagem… Se Axl tivesse gravado os vocais, teria sido um disco absolutamente contemporâneo em 1999.”

1999: O DISCO GANHA UM NOME

Os rumores de que Axl gostaria de completar o disco até o verão de 1999 e ter o GN’R encabeçando vários festivais foram reforçados com o interesse da banda em aparecer no Lollapalooza. Logo, de qualquer modo, o trabalho no disco sobressaiu a qualquer desejo de excursionar.

No dia após o GN’R ter perdido seu prazo contratual final de primeiro de março, surgiram rumores de que a banda lançaria uma nova música na trilha sonora de um filme. Alguns meses mais tarde, uma mescla de Sweet Child O’Mine (incluindo a formação do Use Your Illusion) e uma regravação de 1998 foram incluídas no filme de Adam Sandler, “O Paizão”. A MTV informou: “[supervisor musical] Lori Lahman disse que a parte inicial da música conta com a formação quase original ( Axl Rore, Slash, Duff McKagan, Gilby Clarke e Matt Sorum) gravada ao vivo num concerto em Paris. Mais do que dentro dessa reedição, a nova banda – presumidamente Rose, os guitarristas Robin Fink e Paul Huge, o baterista Josh Freeze, o baixista Tommy Stinson, e o tecladista Dizzy Reed – aparecem com faixas da mesma música recentemente gravadas em estúdio. A introdução da música também inclui uma voz repetindo a palavra, ‘Fígaro’, que foi uma cortesia de último minuto por diversão de Rose, diz Lahman.” Também vale a pena mencionar a montagem de vocal no começo que aparentemente é Axl dizendo ‘without you’. A música não está incluída no CD da trilha sonora. Ao mesmo tempo, surgiram boatos de que o nome do disco seria 2000 Intentions.

A compilação Sweet Child O’ Mine não foi coincidência e funcionou como uma precursora para o próximo projeto, novamente para tranqüilizar a Interscope: um disco ao vivo do GN’R, Live Era ’87-’93.

Slash: “A idéia original veio, claro, da gravadora, que vagarosamente estava começando a entrar em pânico, já que Axl não deu a eles nenhum material novo desde que a banda se separou.”

De acordo com Axl, “Del James trabalhou por alguns anos em todas as fitas digitais de shows que nós fizemos desde a turnê Use Your Ilusion até qualquer outra fita disponível…”

Na época o site de Duff declarou: “Slash foi responsável pela maior parte do trabalho no disco. Ele e Axl trabalharam mais duramente. Stevie, Izzy e os outros estiveram envolvidos de uma maneira ou de outra.”

Quando o disco finalmente foi lançado, em 30 de novembro, a recepção foi morna. Para Matt Sorum seus créditos foram a parte mais interessante disso. Por volta daquela época Sorum havia comentado que, “Axl tinha se tornado metafísico e começou a gastar muito tempo em Sedona, Arizona. Aquela gente estava tirando vantagem de um cara com milhões para desperdiçar na sua loucura.” Quando o álbum saiu, ele imaginou se Axl havia tido sua vingança: No encarte ele foi listado apenas como ‘músico adicional.’”

‘”Músico adicional’?” Sorum bufou para a The Times. “De repente eu virei um tocador de pandeiro.”

Com a banda de estúdio de folga para o feriado de julho enquanto Axl estava trabalhando no Live Era, Robin Finck teve tempo para considerar suas opções. Seu contrato de dois anos ia até primeiro de agosto. O empregador original e colega de banda de Robin, Trent Reznor, havia recentemente terminado o trabalho no disco do Nine Inch Nails, The Fragile, e Robin reintegrou o NIN no MTV Vídeo Musical Awards com uma turnê completa começando no mês seguinte.

“Eu ajudei a compor, arranjar e gravar muitas canções para vários discos,” disse Finck mais tarde. “Foi ótimo por algum tempo, mas então se tornou terrivelmente frustrante não ver nada terminado porque as letras não estavam acabadas… Nenhuma música foi completada e eu estive lá por dois anos e meio.”

“A gente esticava uma música pelo maior tempo e esperava até que Axl escrevesse a letra e/ou a canção. Eu não podia mais trabalhar com músicas com títulos como Instrumental 34.”

O empresário do GN’R, Doug Goldstein, tinha uma visão mais otimista em novembr “A meu ver,” disse ele, “Nós estamos agora musicalmente 99% prontos e com 80% dos vocais feitos. Eu vejo o álbum pronto até fevereiro ou março para ser lançado no verão.

A partida de Finck causou alguma angústia em Axl. O guitarrista do Queen, Brian May, que logo contribuiria para o disco, comentou no ano seguinte que, “Axl estava sentindo que estava em uma situação difícil porque o guitarrista com quem vinha trabalhando nesse novo disco… que havia feito a maior parte das faixas, havia partido e Axl tinha uma verdadeira ligação emocional com o que ele havia feito, e ainda… ele não queria que Finck permanecesse no disco porque havia desaparecido, entende?”

Esse padrão se repetiria pelos anos seguintes.

Logo após Robin ter partido para excursionar com NIN, a banda começou a trabalhar em uma nova música a ser incluída na trilha sonora do filme de Arnold Schwarzenegger, “Fim dos Dias”. A canção em que eles trabalharam era uma faixa antiga, originalmente escrita por Paul Huge e Dizzy em 1997, por volta da época em que Moby estava produzindo o disco.

A parte de Finck foi limada e o guitarrista do Jane’s Addiction/ Red Hot Chili Peppers, Dave Navarro, foi convidado para incluir partes de guitarra. “Não tem história”, disse Navarro depois. “Eles me ligaram, e eu fui até o estúdio. Eu gastei mais ou menos uma hora e meia lá. Eu toquei guitarra solo, e foi isso. Não havia realmente muitas coordenadas para me darem, acho que foi por isso que me ligaram.” (Navarro mais tarde disse que Axl ligou para o estúdio enquanto ele estava tocando e do viva voz disse a ele para “tocar com mais sentimento”)

Em novembro, o título do disco foi oficialmente anunciado. Em uma entrevista para a MTV, Axl foi questionado sobre o que significava.

[Repórter] Kurt Loder: “Você vai chamar esse disco de Chinese Democracy. Qual o significado disso, já que não existe democracia chinesa, claro?”

Rose: “Bem, existem muitos movimentos pela democracia chinesa, e é algo sobre o qual existe muita conversa e que seria muito bom de ver. Também pode ser apenas uma declaração irônica. Não sei, apenas gosto de como soa.”

Fonte: Classic Rock Magazine

http://www.gunsnrosesbrasil.com/news_desc.asp?id=740




3 comentários:

  1. Gun ‘N Roses é uma boa banda… só que se for para fazer um albúm mais ou menos é melhor nem fazer, um único albúm pode manchar uma banda com anos de estrada com a maior facilidade

  2. Alexandra em 28/03/2009 às 13:11
  3. Na minha opinião, as faixas do Chinese Democracy com o Brian May deveriam estar no álbum. O Brian é um dos guitarristas mais famosos do mundo. Se no álbum aparecesse as faixas e escrito WITH BRIAN MAY, provavelmente venderia mais o álbum, pois vários fãs do Queen e do Brian May comprariam o álbum.

  4. WWRY em 27/03/2009 às 19:39
  5. Sei lá! Guns n’ Roses é o caso sério do Rock!

  6. manu92 em 27/03/2009 às 13:47

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