CD: 'Live at Hammersmith Apollo 2009' (Paul Rodgers) – Uma geral na carreira de um grande vocalista do rock

Um dos maiores vocalistas da história do rock, Paul Rodgers ficou mais conhecido aqui no Brasil por conta de sua recente reunião com o grupo Queen. Pena. O que muitos viram como um mero “substituto” de Freddie Mercury, além de ter uma grande voz, foi membro-fundador de duas bandas muito importantes para o rock. O Free, formado em 1968, podia ser comparada ao Led Zeppelin, com o seu blues misturado a um hard rock vigoroso, que pode ser conferido em canções como “Fire & water” e o clássico “All right now”.

Após a dissolução da banda, Rodgers partiu para outro projeto importante, o Bad Company, supergrupo formado em 1973 por Rodgers, Simon Kirke (também ex-Free), Mick Ralphs (do Mott the Hoople) e Boz Burrell (do King Crimson). O conjunto foi contratado pelo selo Swan Song, do Led Zeppelin, e o seu primeiro álbum, “Bad Company” (1974), foi direto para o topo da parada de discos, impulsionado por sucessos como “Seagull” e “Can’t get enough”.

Além do Free e do Bad Company, Paul Rodgers também formou as bandas The Firm (ao lado de Jimmy Page, ex-guitarrista do Led Zeppelin), o The Law (com Kenney Jones, baterista que substituiu Keith Moon no The Who), além de ter gravado diversos álbuns solo e dois discos – sendo um ao vivo – ao lado do guitarrista Brian May e do baterista Roger Taylor, no projeto Queen + Paul Rodgers.

Para resumir, todas essas suas andanças, o cantor lançou agora, com venda exclusiva pela internet, o CD duplo (com direito a um terceiro, com fotos e imagens de bastidores) “Live at Hammersmith Apollo”. Naturalmente, o álbum, que tem uma gravação excelente, conta com um pouquinho de tudo o que Paul Rodgers fez por aí. Do Free (com sucessos como “Wishing well”, “The stealer”, “Be my friend”, além das já citadas “All right now” e “Fire & water”) até chegar ao Queen (“Voodoo”), Rodgers ainda relembra o Bad Company (“Can’t get enough”, “Shooting star” e “Rock’ n’ roll fantasy”) e o The Firm (“Satisfaction Guaranteed”). Um verdadeiro tour de force em 78 minutos de duração – aliás, por que o CD é duplo??

Para quem ainda tem aquela ideia do Paul Rodgers “substituto” de Freddie Mercury, esse “Live at Hammersmith Apollo 2009” é uma ótima oportunidade para conhecer, ainda que de modo bem geral, um pouco da carreira desse que é um dos maiores vocalistas da história do rock – não à toa, até Robert Plant já reconheceu guardar certa inveja de Rodgers, no início de sua carreira. Depois, é só partir para os grandes álbuns do Free e do Bad Company. Assim, pode ser que fique claro o porquê de o cantor ter abandonado o barco do Queen. Talvez a companhia de Brian May e de Roger Taylor seja pouco demais para ele…

Fonte: www.sidneyrezende.com

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There are 4 comments

  1. Paulo Panucci(QueenP |

    "O que muitos viram como um mero “substituto” de Freddie Mercury…"

    quem pesou isso é loko!

    ele naum pode nem ser considerado MERO

    ele é Paul e naum mero representante de freddie!

    Responder
  2. Mero = Não!!
    Substituto = Muito menos!!
    Ele fez um excelente papel nos vocais, mas ele em momento algum substituiu Freddie!!
    Não gosto muito de ler o que o Sidney Resende escreve: Tudo que é relacionado ao Queen deve ter uma pitada negativa…
    Não curti nem a pau o que ele disse!
    Boom, deixa de desaforo pra lá!!
    O importante é que o Paul lançou mais um trabalho brilhante!
    Quero confirir!!!!!

    Responder

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