O Globo:Queen volta ao Brasil com o vocalista Paul Rodgers no lugar de Freddie

Enviada por: Administrador
Data: 19/11/2008 11:56:39
Postado em: Queen News

RIO – O Queen enfrentou o maior desafio que uma banda pode enfrentar: a substituição do vocalista. Alguém imaginaria os Rolling Stones sem Mick Jagger e o Led Zeppelin sem Robert Plant? E o Queen sem Freddie Mercury? Em 2005, 14 anos depois da morte de Mercury, Brian May e Roger Taylor cometeram a ousadia de voltar como Queen com o vocalista Paul Rodgers, ex de bandas não tão bem sucedidas comercialmente, o Free e o Bad Company, mas de grande excelência musical.

Os brasileiros poderão conferir a nova formação nos dias 26 e 27 deste mês em São Paulo e dia 29 no Rio. Numa entrevista por telefone de Santiago do Chile, o guitarrista, fundador da banda e phd em astrofísica Brian May conta que foi uma decisão difícil e delicada:

– Nós resolvemos fazer alguns shows pequenos sem compromisso com Rodgers, de quem Freddie era um grande fã, e tudo funcionou de uma maneira orgânica perfeita. Nossa intenção foi voltar a fazer música, o que mais gostamos. Nós criamos esta banda e não podemos fingir que não fazemos mais parte dela, que tudo acabou. Eu até estava curtindo não ser o Queen e poder cuidar da minha vida particular. Mas resolvemos sair em uma turnê pela Europa e Estados Unidos, que teve registro em CD e DVD. O passo seguinte foi gravar um disco de inéditas para mostrar que se trata de um trabalho atual e não de nostalgia – afirmou numa referência ao CD “The cosmos rocks”, já lançado no Brasil.

O novo grupo, sem o baixista original John Deacon auto-aposentado, usou a fórmula de usar o nome da banda com um “+ Paul Rodgers” para tentar indicar que não se trata de um substituto de Mercury mas, de qualquer maneira, a discussão pegou fogo em sites, blogs, revistas e jornais com as opiniões divididas pela diferença de estilo e personalidade entre os dois vocalistas. Rodgers não tem o alcance vocal privilegiado de Mercury, mas tem uma pegada mais roquenrol do que o antecessor. May diz que não deu a mínima para as críticas.

– Não estou muito interessado no que dizem. Eu faço o que gosto e não estou preocupado em convencer ninguém a gostar, devo satisfações apenas à minha consciência. Se fosse alguma coisa desrespeitosa com Freddie eu não faria, mas tenho certeza de que ele está feliz e sorridente com o que está acontecendo. A mãe dele disse que Freddie aprovaria. Quem não gostar da fase atual que fique com a antiga, tudo bem. Trazemos um show completo como sempre fizemos, tudo grandioso e em alto volume e a tecnologia nos permite trazer Freddie para fazer parte do show – afirma ele.
O novo vocalista do Queen, Paul Rodgers May se refere ao épico “Bohemian Rhapsody” em que Freddie aparece no telão tocando piano e cantando na abertura e depois na elaborada parte de vocais multiplicados da canção e ainda há vocais dele em “Bijou”. May canta “Love of my life” ao violão com o coro da platéia. Rodgers tem uma parte de violão e voz com músicas do Bad Company (“Seagull, “Feel like making love” e “Bad Company”) há solo de May, que emenda com “Keep yourself alive”, solo de baixo de Danny Miranda, ex-Blue Oyster Cult, com direito a “Underpressure” e “Another one bites the dust” e solo de bateria de Roger Taylor, voz principal em três canções: “Say it’s not true”, “I’m in love with my car” e “A kind of magic”. O setlist muda e estas canções não entram em todas as apresentações. Também no palco o tecladista Spike Edney, com o Queen ao vivo desde 1984, e o guitarrista Jamie Moses, acompanhante do trabalho solo de May desde os anos 90.

Além de ter criado uma escola de guitarra e um modelo próprio do instrumento feito com suas mãos, de co-liderar uma banda que já vendeu mais de 300 milhões de discos desde 1983, Brian May é quase com certeza o único guitarrista de rock com doutorado, no caso em Astrofísica pelo Imperial College de Londres. Nos anos 70 ele estava trabalhando numa tese de phd sobre reflexos de luz da poeira interplanetária e a velocidade da poeira no plano do sistema solar. Interrompeu os estudos para formar o Queen e só concluiu a tese em outubro de 2007, “Um levantamento das velocidades radiais da nuvem de poeira zodiacal”, aprovada com louvor.
http://oglobo.globo.com/cultura/mat/2008/11/18/queen_volta_ao_brasil_com_vocalista_paul_rodgers_no_lugar_de_freddie_mercury-586459395.asp





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