Jornal do Brasil: Brian May na Piscina

Enviada por: Administrador
Data: 18/11/2008 16:01:10
Postado em: Queen News

Brian May na piscina

Guitarrista do Queen diz que Freddie Mercury deve estar se divertindo com a reunião da banda

EM 1985, com a ajuda de minha sofrida mãe, invadi o Copacabana Palace caçando meus ídolos do momento: Ozzy Osbourne e Bruce ****inson. Na época, eu escutava em menor grau Yes, Queen e Whitesnake, outras atrações daquele memorável Rock in Rio. Entre uma foto e outra, deparei-me com Brian May. Vestido com uma sunga vermelha e preta esquisita e camiseta branca, não mais branca do que o próprio, deitado numa cadeira de frente para o sol, mesmo com o nosso amigo brilhoso detrás das nuvens, o guitarrista do Queen estava animadíssimo. Até hoje guardo o retrato, amarelecido, e o autógrafo num guardanapo cheio de outros rabiscos. Naquela ocasião disputávamos o título de mais magro da piscina. Ele era o músico da maior banda pop do mundo, eu um estudante secundarista debilóide. Ontem nos falamos ao telefone. O Queen se apresenta no dia 29 deste mês, trazendo a turnê Cosmo
rocks à América do Sul, com Paul Rodgers (Bad Company) nos vocais.
De Santiago, May lembra dos tempos da “piscina” ­ e do Rock in Rio. “Ah, você estava lá (no Copacabana Palace)! Que curioso! Relaxamos muito no Rio. Saímos de Londres sem informação nenhuma sobre o Brasil. Estávamos sem saber o que iríamos encontrar. Foram dias memoráveis. Já estive aí como turista. E não foi a mesma coisa. Neste show quero retomar as lembranças de 1985″. Brian May, tal qual Santana e The Edge, criou uma marca, um som para a guitarra, uma forma de acolher as belas letras de Freddie Mercury. A dupla criou clássicos eternos, que misturavam a grandiloqüência erudita do cantor à pegada precisa, milimétrica e cheia de variações de May. De 1971 a 24 de novembro de 1991, quando Mercury nos deixou, vítima de complicações decorrentes da Aids, o Queen lançou 16 discos, boa parte obras-primas. Há um certo desconforto com a entrada de Paul Rodgers no grupo entre os fãs, que estão divididos. E o próprio Queen (Brian May e Roger Taylor) sacramentou essa divisão na assinatura do disco Cosmo rocks, batizando-o de Queen + Paul Rodgers. John Deacon, o baixista, que mora com a sua família no sul da Inglaterra e escreveu, entre outras, Another one bites
the dust, sumiu no fim dos anos 80. Pergunto a May o que
Freddie Mercury diria sobre essa reunião com Rodgers. “Ele certamente gargalharia e cantaria junto. Há uma conexão entre eles. Freddie curtia o Bad Company nos anos 70 e sabe que essa é uma nova banda. Tenho certeza de que onde ele estiver vai estar curtindo, se divertindo como sempre”. Mas… Brian, diz uma coisa: Como os fãs estão recebendo Paul Rodgers? “Muito bem, eu diria. Não é da minha conta responder aos que não estão gostando. O que importa é que há uma química entre nós. No show, que costuma ter duas horas e 20 minutos, nos entregamos completamente. É isso que o público está vendo”. May diz que a seleção do repertório foi um desgaste físico. “Nós não sentamos com um papel na mão e decidimos. As músicas foram entrando aos poucos”. Garantidas estão We are
the champions, We will rock you, Love of my life, Radio Ga Ga, A kind of magic e Bohemian Rhapsody.
O guitarrista do Queen não pretende botar a banda na lista das prioridades de sua vida nos próximos anos. Está concentrado na astrofísica, tema que retomou em 2006, ao escrever, com o astrônomo Patrick Moore, um livro para crianças sobre o Big Bang. A fascinação pelo universo é antiga. Pouco mais de 30 anos atrás, ele interromperia sua tese de doutorado no Imperial College of London. Em 1983, montaria o Star Fleet Project, que já continha temas espaciais. “Todo mundo sabe que a evolução do sistema, dos planetas, é um assunto que me interessa muito. Há muita coisa a fazer e muito a se estudar sobre esse tema. Ficarei muito ocupado com isso daqui para a frente”. Ao desligar o telefone, Brian May pede que eu “apareça na piscina para dar um oi”. Digo que vou tentar e prometo levar a foto e o autógrafo de 1985. Só não sei se vou ao show…
Fonte: jornaldobrasil.com.br





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