Por dez dias, o Rio foi a capital do rock

Enviada por: Administrador
Data: 15/08/2010 17:01:31
Postado em: Queen News

Reunião inédita de artistas transformou a cidade em palco internacional e deu origem a apresentações inesquecíveis no primeiro Rock in Rio

Muito do que era inédito, superlativo em um festival de rock ficou para trás desde que, há 25 anos, armou-se numa ainda quase selvagem Barra da Tijuca o circo do Rock in Rio. A força do evento e de sua surpreendente reunião de grandes nomes da música, no entanto, alçaram a marca à estratosfera do show business internacional. E, se não foi possível, como previa o empresário Roberto Medina, repetir a dose em 1986, 1987 e 1988, pelo menos mais duas edições do festival já ocorreram na cidade. E o Rock in Rio tornou-se grife capaz de transferir prestígio para concertos em Portugal e na Espanha – reproduzindo à risca o logotipo formado por uma angulosa família de letras que, nos anos oitenta, eram “o que havia” de moderno.

Não é à toa que mesmo quem não está nem aí para o gênero deve ver com certa familiaridade o logotipo que, pela terceira vez no Brasil, é ressuscitado para a versão 2011 do festival. Quem esteve na Cidade o Rock original conta o feito com orgulho. Durante 10 dias, às vésperas do carnaval de 1985, as atenções do Brasil e de parte do mundo se voltaram para o Rio e para a constelação reunida na cidade por Medina, o empresário então com 37 anos que convenceu empresas a investir 11 milhões de dólares a partir de seus croquis e de suas descrições do que seria juntar, em um terreno pantanoso, um público de cerca de um milhão e meio de jovens.

A materialização definitiva do sonho de Medina – e a prova de que ele estava certo – veio na forma de apresentações memoráveis, como a de Freddie Mercury, do Queen, regendo a multidão no refrão de Love of my life; ou na poeira que três garotos sozinhos levantaram do gramado em frangalhos, tornando impossível esquecer o nome Paralamas do Sucesso.

Foi a primeira vez que o grande público teve contato com o heavy metal  – algo que, diante da agressividade e das vertentes mais radicais que o gênero criaria nas duas décadas seguintes, hoje soa como música para vovôs saudosistas. O fato é que, desde então, o punho cerrado com indicador e dedo mínimo em riste – os chifres do ‘demo’ – entraram para a vida dos roqueiros tupiniquins, e o rock desandou a dar cria a se miscigenar Brasil afora.

O país, aliás, esteve representado com qualidade e diversidade, numa escalação que ia de Ney Matogrosso – a quem coube abrir o festival, na noite de 11 de janeiro – e passava por Rita Lee, Erasmo Carlos, Alceu Valença, Baby e Pepeu, Blitz e o Barão Vermelho ainda liderado por Cazuza.

Em janeiro de 1985, não havia como escapar do barulho. Os telejornais se fartavam com imagens como a do guitarrista Angus Young, líder do AC/DC, mostrando o traseiro entre um solo e outro; exibiam à exaustão o figurino multicolorido dos grupos de new wave – gênero quase falecido que foi representado pelo B-52’s e pelas já esquecidas Go Go’s –; faziam troça do caricato duelo do cantor Bruce Dickinson, do Iron Maiden, com o boneco Eddie, de três metros de altura, que até hoje ‘ataca’ nos shows da banda.

O noticiário do mês em que ocorreu o festival trazia novidades cintilantes como os primeiros estudantes de classe média que usavam computadores pessoais para estudar e o início da obrigatoriedade do uso de cinto de segurança nas ruas e estradas brasileiras. Ainda ecoavam as suspeitas de novo golpe militar, por conta da eleição de Tancredo Neves, e a grande preocupação mundial ainda era a Guerra Fria. A propaganda de cigarro – inclusive no Rock in Rio – era liberada e, na Playboy, a sensação eram as fotos inéditas de Luiza Brunet e Christiane Torloni.

Para o bem dos fãs do rock e dos negócios, a quarta versão, que Medina põe na rua a partir desta semana, se dará em um cenário econômico bem mais favorável que o quadro de recessão de meados dos anos 80. Se foi preciso, naquela época, convencer agentes e músicos de que era seguro fazer negócio com os brasileiros, no momento atual, com o país no roteiro de estrelas internacionais e com dois eventos mundiais agendados – a Copa de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016 – é mais provável que Medina tenha à porta uma fila de pretendentes.

Fonte: www.veja.com.br




Um comentário:

  1. Ainda bem que vai voltar o rock in rio aki no Brasil !!!
    Não aguentava mais rock in rio de 2 em 2 anos lá fora,só em Portugal e Espanha coisa mais bizarra (Rock In rio lisboa,Rock in rio madrid )só espero que não venha axé em rio,
    Funk em rio e pela temelidade já quase confirmado Shakira já começamos mals é Rock n outros stilos,quase 10 anos esperando por isso até que em fim a espera está termiando . ..
    Em 2001 Silverchair Acabou com a noite,melhor apresentação sem duvida hj acho que desconhecido mais recomendo essa banda grunge é fera.
    (A primeira cidade do rock é no local onde hj é a vila olímpica do pan do Brasil se vc's se lembram)
    A segunda cidade de 2001 nem vai rebceber show's por já ter
    cido reservado pra obras de 2016(josgos olímpicos).Por isso vai ser Construída uma nova cidade do Rock.

  2. Gabriel Cardoso em 15/08/2010 às 18:35

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