Show na Noruega arrecada 1,3 milhão de euros para combate à Aids

Enviada por: Rodrigo Luiz Baillo
Data: 12/06/2005 21:30:19
Postado em: Queen News

Aproximadamente 18.000 pessoas assistiram ao concerto “46664 de Mandela” contra a aids, em Tromso, no norte do Noruega, que além de boa música arrecadou 1,3 milhão de euros para a luta contra essa doença na África.

Artistas como Annie Lennox, ex-vocalista do Eurythmics, o ex-Led Zeppelin, Robert Plant, Peter Gabriel, Zucchero e artistas locais como Anneli Drecker emprestaram sua música à fundação de Nelson Mandela e à luta contra a aids.

Em seu discurso, Mandela, que perdeu um filho no ano passado por causa da aids, disse que “vivemos em um mundo onde a epidemia ameaça a essência de nossas vidas e apesar disso gastamos mais dinheiro em armas que no tratamento e ajuda para os milhões de infectados pelo vírus HIV, causador da aids”.

Mandela apelou aos líderes do G8 que “apaguem a face da pobreza de nosso mundo e salvem as vidas de nossos filhos”.

“Permitir que cada criança seja uma criança saudável”, foi o slogan pronunciado pelo antigo presidente da África do Sul.

Em entrevista coletiva antes do concerto, Lennox disse que “a maioria de nós esteve na África do Sul e viu com nossos próprios olhos a destruição que o HIV está causando”.

A cantora acrescentou que está ocorrendo “um genocídio, um tsunami africano (em referência a palavras do secretário-geral da ONU, Kofi Annan) a cada dia, sem que nos demos conta”.

Brian May, guitarrista do Queen, lembrou que o continente africano está vivendo com a aids, a pior dos catástrofes até o momento e pediu um fim a este “processo”.

O ator americano Robert de Niro, em uma mensagem televisada também manifestou sua preocupação pela doença e apelou aos ouvintes para fazerem doações.

O HIV afeta cerca de 25 milhões de cidadãos no mundo todo cada ano.

A cada minuto morre alguém por essa doença, que na África do Sul afeta cerca de 5,3 milhões pessoas, e 40% da população em Botsuana ou Suazilândia (vizinhos da África do Sul), segundo dados da ONU.

“Muitos anos atrás disse que minha grande marcha não tinha terminado. Estando aqui, consola-me saber que não estamos sós nesta viagem. Agora sois todos africanos”, concluiu Mandela.

Fonte: UOL Últimas Notícias





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