entrevista de Adam Lambert para a Revista Classic Rock sobre seu recente trabalho com o Queen

Enviada por: Alexandre Portela
Data: 07/12/2012 22:54:41
Postado em: Queen News

Acima: de um fã para intérprete de Freddie. Adam Lambert dá o melhor de si para o Queen.

Acima: de um fã para intérprete de Freddie. Adam Lambert dá o melhor de si para o Queen.

“É o legado de Freddie. Ninguém quer estragá-lo.”
Adam Lambert aceitou o trabalho mais ingrato do rock: assumir o lugar de Freddie Mercury como o vocalista do Queen. Ele deu conta do recado?

Ninguém realmente esperava um retorno do Queen, especialmente envolvendo um fanático por show tunes [ver nota] de 30 anos que conheceram no American Idol. Muitos estiveram altamente céticos quanto ao choque cultural e, quando o Sonisphere foi cancelado, apontaram o dedo para essa estranha aliança. Então o cantor Adam Lambert foi levado ao palco com o Queen no Hammersmith Odeon em Julho com uma combinação única de humildade e extravagância – e a primeira voz a alcançar todas as notas desde George Michael.

Você estava consciente de que muitos fãs do Queen o consideravam insignificante antes mesmo de você começar?
Quando eu ouvi pela primeira vez murmúrios de pessoas sendo céticas eu pensei, eles estão permitidos. Eles estão protegendo o legado. Quero dizer, é Freddie Mercury! Ninguém quer estragá-lo. Quando eu recebi a oferta eu disse sim imediatamente, e então eu desliguei o telefone e pensei: “Ai meu Deus, como é que eu vou fazer isso? É um grande negócio.”

Brian e Roger deram algum conselho sobre como lidar com a pressão?
Na verdade eles estavam tão tranquilos que eu pensei: “Ok, o que eles querem dizer com isso? Eles são apenas tão céticos quanto os fãs?”

Você acha que você foi uma escolha estranha?
A lacuna entre gerações e a diferença de nossas nacionalidades foram intimidantes. Mas eu me lembro de me sentar com Brian no início de tudo e nossa conversa ficou um tanto abstrata. Eu pensei sobre o quão legal era podermos falar sobre esse tipo de coisa. Roger foi engraçado e brincalhão, e ele é muito nostálgico. Ambos disseram: “Você e Freddie teriam rido juntos. Ele adoraria estar com você.” Então eu me senti aceito.

Com você a banda apresentou todo um material que o Queen não havia tocado por anos. Você tem algo a ver com isso?
Eu disse a eles o quanto antes quais eram minhas referências do Queen, e “Another One Bites The Dust” estava no topo da minha lista – era mais dance, mais R&B, e eu adoro aquela batida de funk. Brian e Roger disseram que aquela música era realmente o amor de Freddie e John [Deacon]. Aparentemente os dois estavam falando sobre um guitarrista chamado Nile Rodgers [de Chic] o tempo todo. Contei para o Brian que eu tinha acabado de trabalhar com ele em meu novo álbum. Houveram alguns momentos nesse processo que parecia ser coisa do destino.

Você cresceu ouvindo musicais. Alguns anos atrás Roger Taylor disse que não suportava musicais.
Eu acho que eles passaram a gostar mais quando os musicais passaram a ser de suas músicas.

Qual foi a parte mais difícil de ser Freddie?
Para falar a verdade, foi a “densidade absoluta” do setlist que fizemos. Haviam músicas que eu realmente não conhecia, como “Dragon Attack”, e outras que pendiam mais para o funk. O primeiro show que fizemos foi para 250.000 pessoas na Ucrânia. Não vou mentir, eu estava profundamente nervoso durante a primeira metade do show. Depois dessa apresentação eu senti um grande alívio.

Não pareceu que você estava tentando imitar o que Freddie fazia no palco.
Eu achei que isso seria muito deselegante. Existe uma linha realmente sutil entre prestar uma homenagem e estar tentando imitar.

Porque as pessoas o aceitaram?
Porque nós acreditamos que tudo ia dar certo. Nós não permitimos que nenhuma energia cética nos influenciasse.

Você trabalhará mais com o Queen?
Eu realmente adoraria. É importante para mim ter um histórico do meu trabalho, mas depois daqueles shows eu me senti muito mais confiante e experiente. Não vou mentir – eu pensei: “Ha ha! Olha o que acabei de fazer!” Estou orgulhoso de mim.

 

Fonte: www.adamlambertbrasil.com.br
Dica de: Roberto Mercury





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