Queen no O Globo de domingo (06/03)

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Data: 07/03/2005 13:03:43
Postado em: Queen News

QUEEN VOLTA, MESMO SEM O SEU ‘REI’
06/03/2005

Sob protesto de muitos fãs, Freddie Mercury, morto há 14 anos, será substituído pelo cantor Paul Rodgers

Em 2002, quando Brian Wilson passou pelo Reino Unido com a turnê “Pet Sounds”, nem mesmo os fãs mais radicais dos Beach Boys mostraram-se contrariados, já que Wilson era a alma e o cérebro do grupo. No ano passado, Paul McCartney, ainda que com um repertório dominadíssimo por canções dos Beatles e pouco material recente, foi a grande atração do Festival de Glastonbury. Nem todos os dinossauros, porém, estão encontrando a mesma recepção por parte dos britânicos. A recente decisão do Queen de voltar à estrada provocou polêmica não apenas pelo fato de o baixista original do grupo, John Deacon, ter sido excluído do projeto, mas também pelo detalhe de que o líder da banda, Freddie Mercury, há 14 anos deixou o mundo dos vivos.

Paul Rodgers cantou nos grupos Free e Bad Company

Embora desde a morte de Mercury o Queen já tenha reencarnado para eventos especiais, com Elton John, George Michael ou Robbie Williams nos vocais, o projeto desta vez é mais ambicioso. O microfone será assumido por Paul Rodgers, que atuou nos grupos Free e Bad Religion, e que no ano passado mostrou um bom entrosamento com o guitarrista Brian May e o baterista Roger Taylor no show de comemoração da eleição do Queen para o Rock and Roll Hall of Fame. A turnê do Queen reformado começa no dia 28, na Brixton Academy, em Londres — cujos ingressos se esgotaram em horas — mas a estréia da nova formação será no dia 19, num show beneficente na África do Sul para projeto de Nelson Mandela de combate à Aids — a doença que matou Mercury.


As reações são diversas. Se a revista “Uncut” dedicou sua capa para a volta do Queen, com direito à única entrevista de May sobre o projeto, há setores da mídia que se mostram céticos, e só se referem ao nome da banda entre aspas. Como Caroline Sullivan, crítica musical do jornal “Guardian”:

— A escalação de Rodgers, um vocalista típico do macho-blues, já é suficiente para que ele fosse uma das últimas pessoas que alguém esperaria ver no lugar de Freddie. Sem falar que a tentativa de substituir alguém que era a essência da banda é vergonhosa, ridícula e oportunista — afirma ela.

May não quer polêmica, tanto que o grupo usará o nome de Queen + Paul Rodgers:

— Se alguém acha que vai odiar os novos shows, o melhor é ficar em casa.

Já o novo vocalista frisa não ter a menor intenção de substituir Mercury.

— Não chego a pensar que sou um cantor de aluguel, mas Freddie é insubstituível, sem falar que eu nunca ficaria bem de bigode. Brian, Roger e eu já conversamos sobre futuros projetos de canções inéditas, mas no momento estamos apenas pensando na turnê — afirma Rodgers.

Um fã brasileiro da banda, o designer Márcio Caparica, diretor de arte da “Jungle Drums”, revista que circula entre a comunidade brasileira em Londres, defende o direito do guitarrista e do baterista de voltar a tocar ao vivo:

— O Queen não era apenas o Freddie Mercury, que ainda nos tempos da banda se deu ao luxo de fazer projetos solo. Só não gostei muito dessa história do Deacon ficar fora.

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Jornal: O GLOBO Autor:
Editoria: Segundo Caderno Tamanho: 584 palavras
Edição: 1 Página: 8
Coluna: Seção:
Caderno: Segundo Caderno

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Fonte: [URL=http://www.oglobo.com]Jornal O Globo[/URL]
Agradecimentos: Claudia El, moderadora do grupo de discussão [URL=http://br.groups.yahoo.com/group/queenlist/]Queenlist[/URL]




Um comentário:

  1. Tinha que ser o Jornal O Globo mesmo, ele é um porcaria com relação à área de cultura…

    nosso país está perdido sem um bom jornal. Saudades da época boa da Folha de São Paulo….

  2. wiredaisies em 08/03/2005 às 4:17

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