Freddie Mercury em Discurso Directo

Enviada por: Administrador
Data: 03/09/2010 21:50:16
Postado em: Queen News

Vamos recordar Freddie em discurso directo. Hoje, 3 de Setembro comemora-se o “Freddie Mercury Day” iniciativa associada ao fundo de luta contra a SIDA “Mercury Phoenix Trust”, 2 dias antes de passar mais um aniversário de Fred (5 de Setembro faria 64 anos).

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Eis algumas das mais emblemáticas ( e raras) declarações que Mercury deu ao longo da carreira. Estão todas reunidas no livro “Freddie Mercury Auto-Retrato” e aqui reproduzo algumas em jeito de homenagem (penso que, quem não conhece, terá interresse em ler):

“Não vou ser uma estrela, vou ser uma lenda! Quero ser o Rudolph Nureyev do rock n’ roll!”

“Quando os Queen começaram, todos queriamos alcançar o topo da tabela de vendas e não nos íamos contentar com nada menos do que isso. Tem que se ter muita confiança para vencer neste meio. É inútil dizer-se que não se precisa dela. Se se começa a dizer, “se calhar não sou assim tão bom, se calhar é melhor contentar-me com o 2º lugar” mais vale desistir (…). Tinhamos muita garra, tínhamos todos, também, um ego muito grande”.

Eu sou o único da banda que é do meio artístico. os outros são todos cientistas. O Roger vem da Biologia, o John da Electrónica e o Brian da Física. nem em sonhos teria imaginado que alguém como o Brian, um astrónomo (…) pegasse numa guitarra e se tornasse um roqueiro e aí o têm!”

“Nunca me considerei o líder dos Queen. Quanto muito a pessoa mais importante…”

“Não se pode andar a bradar aos céus “sou um músico maravilhoso! Ontem à noite escrevi uma canção estupenda” tem que se fazer tudo para ser descoberto. parte do talento é fazer com que a música toque as pessoas. Não basta ser um músico maravilhoso e um compositor notável, hà por aí muitos.É preciso exigir mais de nós (…)”

“Não posso viver permanentemente uma vida a 4. Devido ao nosso trabalho, viamo-nos com frequencia e tal como na vida, estar sempre rodeado das mesmas pessoas leva-nos à loucura. Por isso, quando acaba o trabalho eu sigo a minha vida e eles a deles. Pode acontecer não falarmos meses a fio, fazermos uma digressão e continuarmos em sintonia. A música é o que nos aproxima e aprendemos a aceitar-nos instintivamente. (…) Sim, discutimos muito mas no fim o que realmente importa é que acabamos por ter um bom produto, um bom material. Usamos a nossa inteligência.”

“É muito fácil ser-se egoísta e dizer-se “Sim, sou o maior!”. os egos podem descontrolar-se e todo o tipo de coisas pode acontecer, por isso é preciso ter os pés bem assentes na terra. Imagino que a isto  se chama ser-se PROFISSIONAL.”

“Nunca esquecerei o “A Night At The Opera”. Dos primeiros 4 albuns foi o que mais tempo levou a fazer. Não estávamos preparados para aquilo. Era mais importante fazer o album da maneira que nós queríamos depois de demorarmos tanto tempo com ele”

“Meus queridos, sejamos francos, somos a banda mais tresloucada que já existiu”

“A minha responsabilidade para com o público é realizar um bom espectáculo e assegurar que disfrutam de um bom e sólido entretenimento por parte dos Queen. Apenas isso. tenho que conseguir conqusitá-los e fazer-lhes sentir que se divertiram, ou não será um concerto bem sucedido. (…) sei que é um lugar comum dizer “tive-os na palma da mão” mas sinto que quanto mais depressa conseguir isso melhor, porque o que interessa é a sensação de se ter tudo sob controlo. Quando isso acontece sei que está tudo bem.”

“Sou tão poderoso em palco que sinto que criei um mosntro. Quando estou a actuar sou extrovertido mas por dentro sou completamente diferente. Em palco sou um machão, um objecto sexual e sou muito arrogante, por isso a maioria das pessoas não me leva muito a sério. Mas não é assim que eu sou. Eles não sabem o que sou verdadeiramente por dentro.”

“As pessoas acham que se sou um desvairado no palco também o devo ser na vida. Mas não sou. Essa coisa de eu viver uma vida de excessos é completamente desmesurada. Limito-me a viver coma lguns excessos mas não sou sempre um alucinado (…). Sou espalhafatoso, tenho muita energia e gosto de fazer as coisas depressa(…). Por causa da personagem que encarno em palco as pessoas pensam que sou sempre assim. se fosse, teria morrido hà muito tempo.”

“Já lá vão os tempos em que devido às expectativas das pessoas, achava que tinha que reproduzir fora do palco essa imagem do Freddie Mercury. Descobri que podemos tornar-nos pessoas muito solitárias se o fizermos. Como tal, não tenho medo de sair do palco e ser efectivamente o que sou – que pode ser muito aborrecido e trivial para algumas pessoas. (…) de facto algumas pessoas quando em cionhecem ficam desiludidas pois esperam que eus eja, exactamente, como no palco.”

“Sou um ser  humano e gostava que as pessoas percebessem que sou mau e bom, como toda a gente. Tenhos os mesmos sentimentos e o mesmo tipo de natureza destrutiva. Penso que as pessoas me deviam permitir essa liberdade. Gosto de pensar que estou a ser o meu verdadeiro eu e estou-me nas tintas para o que os outros pensam.”

“Essencialmente as pessoas querem arte, espectáculo e ver-nos sair das nossas limusinas. por isso vemos os albuns e os concertos como duas esferas diferentes de trabalho. Estar em estúdio e estar em palco frente a um público que nos leva ao rubro são sensações completamente diferentes.”

“Somos muito exigentes  connosco próprios (…) gritamos que nos fartamos , damos cabo dos camarins e libertamos toda a nossa tensão. Somos muito esquisitos com tudo, até com o ar que nos rodeia. Uma noite o Roger estava de tão mau humor que atirou com a maldita bateria pelo palco. Quase me acertou coma quilo, podia ter morrido. (…).

Bohemian Rhapsody foi muito pensada, era algo que queria fazer hà muito tempo e o 4º disco era o momento. (…) fiz alguma pesquisa. Apesar de ser burlesca e uma simulação paródica de Opera queria uma coisa muito ao estilo Queen. (…) queria ser escandaloso com as vozes porque estamos sempre a ser comparados com outras pesssoas, o que é muito estúpido.”

“Querem saber segredos do ofício? Muito bem, foi uma tarefa e pêras! Foi feita em 3 secções definitivas, que foram encaixadas umas nas outras. cada uma exigiu muita concentração. A secção de Ópera no meio foi a que nos pôs mais à prova pois queriámos recriar apenas com 3 de nós uma grande secção de acordes líricos harmoniosos – Brian, Roger e eu a cantar. Isto envolveu uma série de sobreposição de faixas e outras tantas coisas. Acho que nós os 3 criámos uma peça com um efeito de um coro de 160 a 200 pessoas.”

“Ninguém gosta do meu verdadeiro EU. No fundo eles estão todos apaixonados pela minha fama e pelo meu estrelato. (…). Eu quero ter um relacionamento mas é como se tivesse que estar sempre a lutar por isso. (…) Tenta-se separar uma coisa da outra e não é fácil pois são 2 lados da mesma moeda. Tive aventuras amorosas que correram mal e é muito difícil encontrar alguém genuíno. Não se consegue perceber se nos querem a nós ou ao FREDDIE MERCURY a super estrela…e ele é alguém muito diferente.”

“Claro que tive vários amantes. Mais do que a Liz Taylor! Homens e mulheres. Mas os meus casos não duravam. Todos correram mal. (…) Não me apaixono da mesma forma por um homem e por uma mulher. São coisas diferentes.”

“O sucesso trouxe-me milhões de libras e uma adulação mundial, mas não aquilo de que todos precisamos. (…) a maior parte das pessoas questiona como “é que o Freddie pode ser uma pessoa solitária? ele tem dinheiro, carros, motoristas, é adorado mundialmente, tem pessoas literalmente a cairem-lhe aos pés, TUDO. Bem pode aparentar-se ter tudo e não ter nada de facto. Sabem, por vezes este tipo de solidão, independentemente de todas as pessoas à nossa volta é a mais dolorosa.”

“Lembrem-se de que fomos responsáveis pela febre dos telediscos”

“Estou tão farto destas pessoas que não admitem que tudo o que fazemos transpira originalidade!”

“Afinal o que sabem os jornalistas e os críticos? Nada! Que se fodam.”

“Eu e a horrenda imprensa britÂnica estamos bem um para o outro. Eles odeiam-me e eu odeio-os”.

“Penso que o I Want To Break Free resulta bem pelo burlesco.  Tem um elemento de comédia, diversão, uma paródia à “Coronation Street” (novela britânica ). Em Inglaterra todos perceberam, se divertiram, entenderam que NADA tinha de sexual…nos EUA foi um escandalo, foi censurada, incrível!”

“Hà pessoas que se contentam com o 2º lugar. Eu não. Assumo-o como uma derrota. Quando se vive a experiÊncia de se ser o 1º, o númro 2 não é suficiente.”

“Quando morrer quero ser recordado como um músico de alguma substância e valor. Não sei como irei ser recordado. Não pensei nisso. Assunto arrumado. Não, não penso nisso. Não me ponho a matutar “Valha-me Deus! será que se vão lembrar de mim depois de morrer?” É com eles! Quem é que se vai ralar com isso depois de eu morrer? Eu não.”

“Acho que o Bob Geldof é a Madre Teresa do Rock n’ Roll. O live Aid é uma muito boa causa e ao empenhar-se verdadeiramente numa coisa dsete género , penso que o Bob Geldof  fez algo maravilhoso”.

“O LIVE AID vai ser caótico. Tem que ser. É QUE NÃO SOMOS PROPRIAMENTE UMAS CRIANÇAS BEM COMPORTADAS, VERDADE? E essa vai ser a melhor parte. Muito atrito e todos a tentar superar-nos uns aos outros e a ter a melhor actuação”

Freddie inicialmente não queria actuar no Live Aid , nunca pretendera ter qualquer papel político ou ser bandeira de qualquer causa, mas Geldof lá o convenceu. O LIVE AID 85, além de um dos maiores eventos musicais de sempre, acabaria por oferecer aos Queen um ponto muito alto da sua carreira. O medley da banda, com um Freddie particularmente endiabrado em palco seria considerado posteriormente pela imprensa musical, o “melhor momento ao vivo de sempre de uma banda”. A reacção do público em Wembley surpreendeu os Queen (por força do vídeo “Radio GaGa” a multidão começou a bater palmas em uníssono no refrão).

Freddie e May voltaria ao palco mais tarde para interpretar a lindíssima “Is This The World We Created”.

Coloco o vídeo da actuação em Wembley pois parece-me a  melhor forma de homenagear Mercury e os Queen.

Para terminar, uma célebre frase de Fred no fim de um concerto ( Bowl, se não me engano)

“Deus vos abençoe, tenham sonhos cor-de-rosa…seus estupores”

PS: Matéria escrita em português de Portugal

Artigo escrito por DWilde
Fonte: http://blitz.aeiou.pt




Um comentário:

  1. “Meus queridos, sejamos francos, somos a banda mais tresloucada que já existiu”

  2. Ataliny em 05/09/2010 às 19:58

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