Crítica: Livro retrata Freddie Mercury como inseguro – Por boainformacao.com.br

Enviada por: Alexandre Portela
Data: 02/02/2013 15:21:14
Postado em: Queen Outros

THALES DE MENEZES
EDITOR-ASSISTENTE DA “ILUSTRADA”
www.boainformacao.com.br


“Freddie Mercury – A Biografia Definitiva”, da inglesa Leslie Ann Jones, não consegue justificar o pretensioso título, mas tem atrativos.

Famoso mundialmente como cantor da banda de rock Queen, Freddie Mercury (1946-1991) já foi muitas vezes biografado. Em língua inglesa, possível listar pelo menos 20 livros sobre ele que tem algumas relevância.

Uma questão sempre colocada ao relatar a vida do artista é contemplar dois lados distintos e atraentes de sua história: o sucesso com o Queen e a vida sexual sem freio, culminando na morte em decorrência da Aids.

A autora alcança um bom equilíbrio, o que deixa a narrativa fluir entre estúdios, shows e festas da pesada, mantendo o interesse pelas quase 500 páginas.

O que compromete um pouco a obra é uma preocupação excessiva em justificar o comportamento de Mercury fazendo relações com passagens de infância e juventude, num exercício desinteressante e rasteiro de psicanalise.

FIGURA MATERNA

Ela insiste em associar a mãe do cantor as figuras de Mary Austin e Barbara Valentin, duas mulheres que foram “casadas” com o cantor. Em fases distintas, elas moraram anos com ele compartilhando sua rotina de incessantes relações casuais com outros homens.

Mercury chega a ser retratado como uma pessoa patologicamente insegura. Para a autora, ele não superou certo complexo de inferioridade por ter nascido em Zanzibar, que hoje pertence Tanzania.

compreensível que ele, jovem imigrante em Londres com alguma intensão de fazer carreira no meio da música, escondesse sua origem. Afinal, o mundo pop do final dos anos 1960 estaria preparando para uma estrela nascida em solo africano e com ascendência indiana?

Mas o livro tem qualidades, que passam por uma edio de captulos que as vezes quebra a linearidade do relato, com bons resultados.

Como o captulo inicial, que traz uma detalhada descrição da organização do Live Aid, o gigantesco concerto de 1985 para arrecadar ajuda a famintos da Etiópia.

As informações vão além da participação destacada do Queen no evento, fazendo do capítulo uma atração para qualquer fã de rock.

Depois a autora vai a Zanzibar para mostrar a boa condição da famlia do garoto Farrokh Bulsara, sua relação com os pais, a inicição sexual com meninos da escola e a não muito satisfatória mudança para a Inglaterra.

SURGE O QUEEN

Os anos que se passam antes da formação do Queen, quando Mercury já conhecia Brian May e Roger Taylor (futuros parceiros na banda), mostram um Freddie Mercury zanzando no underground, mas relutando em ser cantor. Gostava mais de dar palpites no visual dos músicos e de conviver com eles na noite.

O processo de entrada na banda que se tornaria o Queen longo e confuso, como também era a vida sexual de Mercury e sua atração por meninos e meninas.

Quando a carreira do grupo deslancha e ele se torna um ídolo de rock, o sexo casual vira obsessão.

Mercury tem um cotidiano dividido entre o Queen e as noites selvagens, relatadas no livro com detalhes, mas sem sensacionalismo – incluindo as vindas da banda ao Brasil, em 1981 e 1985.

Jones vai aos poucos introduzindo informações sobre o surgimento da Aids, querendo preparar o leitor para o final. Embora a autora demonstre muita afeio pelo biografado, sua morte mostrada em tom mais frio, distanciado, talvez respeitoso.

Roqueiros devem ler a obra com prazer. Além do Queen, há narrativas interessantes sobre amigos de Mercury, como Elton John, Rick Wakeman e David Bowie.

Definitiva? Não, mas uma leitura bem agradável.

FREDDIE MERCURY – A BIOGRAFIA DEFINITIVA
AUTOR Leslie Ann Jones
TRADUTOR Fabiana Barqui
EDITORA Best-Seller
QUANTO R$ 59,90 (492 pgs.)
AVALIAÇÃO bom




Um comentário:

  1. Acho q o freddie era mt mais do que um homem inseguro. Mas acho q ele nao tinha vergonha por ter nascido em zanzibar. Ah nao sei. O freddie tinha muitas camadas q eram dificeis ser compreendidas ele era mt enigmatico

  2. Tata mercury em 02/02/2013 às 16:18

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